21 de setembro, de 2008 | 00:00
Financiamento facilitado
Inscrições para o Fies abrem amanhã; taxa de juros está reduzida
IPATINGA Estudantes matriculados em instituições de ensino superior privadas podem, a partir de amanhã, fazer a inscrição no Financiamento Estudantil (Fies), pelo site www.caixa.gov.br. O crédito cobre até 50% do valor dos cursos para alunos não bolsistas e disponibiliza aos atendidos pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), com bolsa parcial, o financiamento de 25%. A grande novidade neste ano é a redução da taxa de juros de 9% para 6,5% ao ano. Para os cursos da área tecnológica, Medicina e licenciatura em Pedagogia, Normal Superior, Português, Matemática, Física, Química, Biologia, engenharias e Geologia, a taxa é de 3,5%. Os alunos que já são bolsistas têm até o próximo dia 19 para se inscrever. Os demais podem se candidatar até o dia 26 de outubro. Mesmo com a criação do ProUni, a procura pelo Fies continua intensa, de acordo com o gerente-geral da Caixa, agência Centro de Ipatinga, Maurílio de Paula Bonfim. Segundo ele, sua agência efetua 300 contratos por ano. Em todas as agências do município, são atendidos anualmente os pedidos de mil alunos”, completa. Segundo o gerente, a permanente procura por financiamentos é um reflexo das exigências do mercado do trabalho. A chegada do ProUni não provocou queda na procura pelo Fies, porque a demanda ainda é muito grande e o hoje mercado exige formação mais abrangente. Nas palavras do ministro da Educação (Fernando Haddad), a cada ano que se estuda a mais tem-se o aumento da renda em cerca de 15%, pela média observada no mercado. Empresas exigem mais qualificação, aumentando essa procura. Além disso, ainda temos muitos estudantes que não foram atendidos anteriormente”, compara.SeleçãoAo entrar no site para fazer inscrição, o estudante informa onde cursou os ensinos fundamental e médio, a renda familiar e se alguém da família faz faculdade. Maurílio Bonfim explicou que esses pré-requisitos são definidos pelo Ministério da Educação (MEC) e variam a cada ano. Se ele estudou um período em escola pública, se tem mais pessoas da família fazendo faculdade e a renda foi menor em relação ao valor da mensalidade, mais pontos ele acumula. Depois de classificado, o aluno tem que apresentar na Caixa um fiador com renda pelo menos duas vezes acima do valor da mensalidade integral”, detalhou.Pagar à vista não compensa”Se depois de concluir o curso o estudante optar pelo pagamento da dívida à vista, é preciso pensar bem. Maurílio Bonfim explica que a pessoa não terá descontos sobre o valor financiado. A questão em torno do desconto é muito relativa. Por exemplo, se o estudante pegou R$ 10 mil, ele pagará um juro futuro desse financiamento. Ele vai quitar R$ 10 mil menos esse juro. Seria um desconto proporcional aos juros e não ao montante do financiamento. Por isso, não é comum pagar dessa forma, que não assegura nenhuma vantagem em termos de mercado financeiro. Se tiver dinheiro disponível, é melhor aplicá-lo e ir pagando aos poucos. A Selic por exemplo está maior do que 13% ao ano”, orienta o gerente. Ampliação do prazo e seis meses de carênciaDepois de garantir o financiamento e se graduar, chega a hora de pagar a dívida. Conforme Maurílio, inicialmente o prazo de quitação representava uma vez e meia o tempo do curso. Agora, foi dilatado para duas vezes. Assim, se o estudante cursar quatro anos, ele terá oito para pagar. O processo de amortização e quitação do financiamento se dá em três fases. A primeira é quando o estudante ainda está na faculdade. Quando está estudando ele paga os juros da operação, de três em três meses, valor limitado a R$ 50”, contou Maurílio. Ainda de acordo com o gerente, depois da formatura, o aluno tem seis meses de carência. A partir do sétimo mês da diplomação, ele paga doze prestações iguais à do último mês na faculdade. Em seguida, entra na última fase e passa a pagar uma prestação do mesmo valor até o final. Esse financiamento tem como base a tabela do sistema francês. O estudante tem a possibilidade de amortizar a dívida total ou parcialmente a qualquer momento”, esclareceu.Conforme Maurílio Bonfim, se ao formar o estudante não conseguir emprego e interromper a quitação das parcelas, o fiador terá de arcar com o débito. Caso contrário, os dois vão para o cadastro restritivo ou cobrança judicial”, alerta. O gerente disse também que a Caixa tem um financiamento próprio para cursos de pós-graduação. Quem possui Fies não está impedido de fazê-lo, mas é preciso que sua renda seja compatível com as prestações. A Caixa financia em até 36 meses o curso junto a faculdades conveniadas”, enfatizou. Polliane Torres
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