23 de setembro, de 2008 | 00:00
Adequação é passo importante
Presidente de Conselho defende políticas públicas para deficientes
IPATINGA Acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência foi o tema de um encontro realizado ontem, comemorativo ao Dia Nacional de Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência Física, celebrado no domingo (21). O evento, no Ipaminas, reuniu cerca de 500 pessoas de Ipatinga e Timóteo. O presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Maurício Alves Peçanha, em sua palestra, destacou que as conferências estaduais e municipais ajudam a formar o perfil das regiões que auxiliarão na formulação do Estatuto da Pessoa com Deficiência. É importante saber qual a metodologia de vida e o trabalho feito em cada Estado. Não adianta fazer um estatuto sem considerar as diferenças de cada região. Nada mais justo que recebermos propostas para fazer um estatuto mais eficaz”, declarou o presidente, que participará da Conferência Nacional, em Brasília, entre os dia 1° e 4 de dezembro. De acordo com o presidente, 41,5% da população brasileira, ou seja, quase 30 milhões de pessoas, é portadora de deficiência. Mas esse número quer dizer o quê? Qual nossa finalidade? Quero vida boa pra mim e pra você. Temos que pensar em uma forma de viver nossa vida com as limitações e com todos os direitos respeitados. Esse é o caminho que o movimento das pessoas com deficiência trilha pelo Brasil afora”, pontuou. O presidente do Conselho Estadual falou também sobre a importância da criação de conselhos. Eles vieram para colocarmos em prática a máxima: Se você não cobra, não sabe o que está sendo feito. Os conselhos têm que ter o papel de cobrar. Temos leis, mas será que estão sendo tratadas com eficácia? Nosso objetivo é buscar políticas públicas melhores”, comentou. Atualmente, Minas Gerais possui 32 conselhos municipais, mas Maurício Peçanha acredita que, após as eleições, esse número aumente para 40. Para ele, o movimento no Estado está avançado. Estamos construindo uma política diferente. Não tem que existir assistencialismo que prega uma maneira errada de ver a pessoa. Eu acho que não tem que se acostumar a pedir todos os dias e, sim agradecer. Minas desenvolve uma boa política nesse sentido. Acho que vamos avançar muito mais. Cobramos direitos, mas propomos que sejam garantidos para todos. Não quero que cheguemos à marca de 40 milhões de pessoas com deficiência. Temos que diminuir ou estacionar onde estamos”, salientou Maurício. O presidente defendeu a adequação de diversos setores da sociedade para receber pessoas com necessidades especiais. Não vou largar essa cadeira de rodas, quero ter emprego, não sou incapaz. Se eu levantar da cadeira, serei tratado como quem não tem deficiência. O Brasil tem que se adequar para nos receber. Somos diferentes. Não custa aos empresários e escolas se adequarem. Quem não tem diferença?”, finalizou Maurício Peçanha.
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