09 de outubro, de 2008 | 00:00
Licenciamento para novo aeroporto poderá ser concedido em novembro
Informação foi passada durante audiência pública em Bom Jesus do Galho
DA REDAÇÃO - Dentro de aproximadamente 30 dias, a Superintendência
Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do
Leste Mineiro, sediada em Governador Valadares, deverá concluir a
análise do pedido de licenciamento ambiental para o Aeroporto Parque do
Rio Doce, que a Usiminas pretende construir no distrito de Revés do
Belém, em Bom Jesus do Galho. A análise será encaminhada ao Conselho
Estadual de Política Ambiental (Copam), que dará seu parecer final.
Esta é a expectativa do engenheiro Dorgival da Silva, representante da
Supram. Ele presidiu a audiência pública na última terça-feira, 07, no
auditório do ginásio Mauro Lopes, na cidade de Bom Jesus do Galho.
O evento contou com a presença de aproximadamente 800 pessoas, entre
moradores da cidade, autoridades locais e de Ipatinga, além de
ambientalistas do Vale do Aço e de Belo Horizonte.
Clima propício
De acordo com Dorgival da Silva, a audiência pública atingiu plenamente
seus objetivos. Foi uma das melhores audiências de que tive a
oportunidade de participar. Foi tranqüila, pacífica, e todas as pessoas
que quiseram participar tiveram a liberdade de expor seus pensamentos.
Em meu entendimento houve respostas aos anseios das diversas
inquietações, porque às vezes a comunidade escuta alguma coisa sobre o
que vai acontecer e fica com dúvidas, relatou.
A audiência pública foi requisitada pelo Ministério
Público e pela Fundação Relictos, de Ipatinga, que tem foco de atuação
na proteção do Parque Estadual do Rio Doce. O promotor Walter de
Freitas Júnior participou do evento e falou sobre os próximos passos.
A audiência pública faz parte do processo de licenciamento ambiental,
é um exercício da democracia. A comunidade e as pessoas interessadas
são chamadas para presenciar a exposição do empreendimento e efetuar
suas críticas e sugestões. Tivemos, por exemplo, manifestações de
universidades, empresários e da comunidade, que certamente vão
enriquecer o processo, porque são manifestações a serem levadas em
consideração pelos órgãos licenciadores. O próximo passo agora é a
análise dos estudos e documentos e eventuais pedidos de informações
complementares. Finalizando, será realizado um parecer opinando
favoravelmente ou contrariamente ao empreendimento, e este parecer vai
para votação junto ao Copam-Leste, disse o promotor.
Proteção ambiental
Na apresentação do projeto do aeroporto, Geraldo Heleno Martins
Barroso, engenheiro de Planejamento e Instalações da Superintendência
de Engenharia da Usiminas, destacou as várias ações previstas para a
proteção ambiental.
Entre elas, incluem-se o monitoramento de 4 km de margem do rio Doce,
limítrofe com o parque, a recuperação da mata ciliar local, a
construção de um cinturão arbóreo para conter o ruído produzido no
aeroporto, a criação de um cinturão verde no entorno da área e o
estabelecimento de um Plano de Gestão Ecológico-Econômico para a região.
Barroso explicou que, além de dinamizar a economia do Vale do Aço, o
aeroporto pode proporcionar, no futuro, o desenvolvimento de atividades
sustentáveis de ecoturismo na região. Será o segundo maior aeroporto do
Estado de Minas Gerais, com investimentos da ordem de R$ 80 milhões.
Com padrão internacional de segurança, terá capacidade para 360 mil
passageiros por ano e uma pista de 2,6 mil metros, possibilitando a
operação com aeronaves de grande porte.
Nova usina
A construção do aeroporto Parque do Rio Doce está alinhada à estratégia
da Usiminas de acelerar os investimentos na região, por meio da
instalação de uma usina em Santana do Paraíso. A unidade ocupará a área
onde hoje funciona o aeroporto de Ipatinga e ampliará em 5 milhões de
toneladas a capacidade de produção de aço da Usiminas. Atualmente, essa
capacidade é de 9,5 milhões de toneladas nas duas usinas - Intendente
Câmara, em Ipatinga, e José Bonifácio de Andrada e Silva, em Cubatão.
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