09 de outubro, de 2008 | 00:00
Piratas e picaretas
No editorial de 25 de junho, antevendo reações intempestivas aos números levantados, deixamos claro que a correta interpretação de pesquisas é o primeiro passo para buscar o melhor posicionamento de um candidato. Esse trabalho, mesmo quando realizadopor uma equipe multidisciplinar formada por profissionais gabaritadosem várias áreas, às vezes não consegue o objetivo pretendido. É fácildeduzir o que acontece quando energúmenos zinhos se metem a avaliarnúmeros e contra-atacar com baixarias, se valendo de meios e caminhos tortuosos e obtusos. Essa situação, por si só, significa nitroglicerina pura. E fica ainda mais explosiva quando encontra guarida de terceiros mais do que interessados em legitimar uma farsa. Dessa associação entre boçais e oportunistas de outras plagas, a armada de encouraçados do MIU disparou exocets contra institutos de reconhecida idoneidade, execrando-os porre tratarem a realidade da preferência do eleitor. - Não acreditem em pesquisas piratas - recomendavam os articuladores zinhos...Curiosamente, esse discurso não mudou mesmo após a divulgação de levantamento mostrando um empate técnico. Santa incompetência! Pelo contrário, como havia torpedos de sobra, a artilharia pesada foi direcionada para humilhar e acuar pessoas, empresas e entidades de inquestionável conduta moral e reconhecida participação no processo de desenvolvimento de Ipatinga. Como faltou alguém para interromper a ação de celerados, o bis para Quintão, que parecia tão próximo, foi pro espaço.Já no comitê petista, se a luz amarela de um empate técnico assustou alguns assessores, foi imediatamente apagada por Chico Ferramenta. O candidato chamou para si a responsabilidade, a fim de usar esse momento supostamente desfavorável para motivar a militância a inundar as ruas com um tsunami vermelho. Assim, em vez de fazer água, o barco do petista enfunou as velas rumo àvitória, encontrando um mar de calmaria. Do outro lado, Quintão, que chegou a ver a fita de chegada ao seu alcance, mergulhava em profundo inferno astral. Não bastassem as trapalhadas da sua coordenação de campanha, seguiram-se as denúncias de irregularidades em uma das jóias da sua coroa - a Estação Qualifica -; a reação silenciosa, mas de devastador efeito de multiplicação, de pessoas que se apressaram em mostrar solidariedade a quem estava quieto em seu canto e, sem mais nem menos, foi jogado no olho do furacão; e, por último, a confirmação da candidatura petista pelo TSE. Nesse cenário, nem mesmo os caminhões lotados de exemplares do panfletão para distribuição gratuita bastaram para conter uma reação deflagrada nos bastidores e consolidada com a força de um povo.Por sinal, no domingo, os jornais da capital que antes serviam como fonte para reprodução de pesquisas que mostravam Quintão sempre na liderança não deram uma única linha apontando uma suposta vantagem do prefeito na corrida rumo à reeleição... Pelo menos perceberam a tempoque a farsa não havia colado!Nada contra o direito de cada órgão de imprensa contratar um instituto e publicar números divergentes dos nossos. Mas a tática de desmoralizaras supostas pesquisas piratas dos parceiros Diário do Aço/GrupoVanguarda para pavimentar caminhos obtusos que legitimassem uma fraude só pode ter sido uma tramóia engendrada pela mente poluída de um gêniozinho...
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