09 de outubro, de 2008 | 00:00
Caixa e Banco do Brasil aderem à greve
IPATINGA - Sou a favor de que funcionários de qualquer categoria façam greve e reivindiquem seus direitos, mas desde que nós, os clientes, não sejamos prejudicados. Afinal, pagamos um valor considerável pela manutenção de nossas contas. A afirmação é de Francisco Ulhôa Ramos,49 anos, cliente do Banco do Brasil há 15 anos, que ficou surpreso ao procurar a agência do BB, no Horto, e avistar o cartaz Estamos em greve.Apesar de ter buscado o serviço de auto-atendimento, para impressão defolhas de cheque, Francisco acabou precisando dos serviços bancários internos. Confirmei a operação para 12 folhas, mas a máquina só imprimiu oito. E as outras quatro Infelizmente, a atendente que estava no local não conseguiu me ajudar. E aquela situação só poderia ser resolvida por um funcionário do serviço interno, relatou o cliente.Assim como Francisco, desde esta quarta-feira (8), outros clientes eusuários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também foram surpreendidos. Acompanhando a situação em âmbito nacional, que atinge bancos públicos e privados, os funcionários destes bancos no Vale doAço também aderiram à paralisação. Até a tarde de quarta-feira, conforme informou o presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Minas Gerais, Nilson José Garcia, o atendimento interno estava totalmente paralisado nas seguintes agências da Caixa: Centro (Acesita) e São José, em Timóteo, Centro de Coronel Fabriciano, e Cidade Nobre, em Ipatinga. As agências do BB do bairro Horto e Centro de Acesita também suspenderam integralmente as atividades.Até o final do expediente de ontem, 80% dos serviços do BB de Fabriciano também estavam suspensos. Os clientes de outras unidades do Banco em Ipatinga (Centro, Canaã e Iguaçu) também podem ser surpreendidos na manhã de hoje (9). É que uma provável paralisação destas agências seria discutida em assembléia na noite de ontem, na sede do Sindicato.Pauta de reivindicaçõesNilson Garcia, que também é assessor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, explicou que a pauta de reivindicações está fundamentada em quatro pontos: aumento de salário real de 5%, redefinição do valor atribuído ao vale-refeição e ticket-alimentação, valorização de pisos salariais (hoje inferior a R$ 1 mil), e maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), bem como sua simplificação.A proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de apenas 0,35% de aumento real. Enquanto não houver uma outra sugestão da entidade, os serviços continuarão paralisados. E esperamos mobilizar ainda mais a categoria, adiantou Garcia. Sobre a PLR, ele explicou que é reivindicado um valor fixo de três salários mais R$ 3,5 mil. Os bancos sempre tiveram lucros enormese por isso acreditamos que terão condições de atender a todas as reivindicações, finalizou.Landéia Ávila
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