16 de outubro, de 2008 | 00:00

Possibilidade de pedágio na BR-381 divide opiniões

ANTT prorroga inscrição para debater concessão de rodovias em Minas

Wôlmer Ezequiel


BR-381: audiência vai discutir privatização da rodovia entre Belo Horizonte e Governador Valadares
IPATINGA – Foi prorrogado até o próximo dia 31 o prazo para inscrição dos interessados em participar da audiência pública convocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a terceira etapa das concessões rodoviárias em Minas Gerais. O espaço será aberto aos representantes das entidades e população das áreas servidas pelas rodovias a serem outorgadas. O prazo para inscrição ficará aberto até as 17h do dia 31 de outubro no endereço eletrônico da ANTT. A inscrição antecipada é necessária para garantir o direito a intervenções orais. Cada interessado disporá de três minutos para se manifestar, podendo reformular ou complementar sua manifestação no tempo adicional de um minuto. Quem não puder participar da audiência ainda poderá encaminhar, via e-mail, contribuições e sugestões até as 18h do dia 7 de novembro. A audiência será um espaço para o entendimento da discussão da outorga para concessão de três trechos rodoviários: BR-040 de Brasília a Juiz de Fora; BR-116 da divisa da Bahia até a divisa com o Rio de Janeiro; e BR-381 de Belo Horizonte a Governador Valadares. Acredita-se que esse encontro poderá esclarecer os principais temores e reflexos no crescimento econômico das regiões atendidas pelas rodovias a serem privatizadas.DúvidasNo caso da BR-381 ainda entrará na discussão a proposta de duplicação da rodovia, um projeto em andamento e sobre o qual ainda pesam dúvidas se será executado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal ou por meio de uma Parceria Público Privava (PPP). Teme-se que o valor do pedágio seja um inibidor de investimentos. PedágioEm Ipatinga, o presidente da Agência para o Desenvolvimento de Ipatinga (ADI), Elísio Cacildo, defende que o assunto deve ser muito bem discutido. No seu entendimento, as entidades do Vale do Aço não podem ficar fora da discussão. “Claro que a ADI deve participar e apresentar sugestões. Acompanhamos essas discussões sobre a BR-381 há muito tempo e integramos uma comissão do Rotay Club que incentiva entidades e políticos a atuarem na defesa de melhorias para essa estrada, que virou um gargalo no desenvolvimento da região”, explica. Sobre as implicações do pedágio, o presidente da ADI afirma que as entidades da região devem se preparar melhor para o debate do assunto. Em Coronel Fabriciano, o presidente da Associação Comercial, Ivair Andrade, admite que não está inteirado sobre a audiência, mas pondera que o Vale do Aço precisa da rodovia em bom estado. “Será que teríamos estrada boa se não pagássemos? Por isso, sou favorável à privatização. Mas, por outro lado, o custo vai ficar muito alto. A população paga duas vezes em todas as áreas. Com a privatização, o problema é que o consumidor vai pagar mais caro e o frete vai subir muito. É preciso avaliar essa situação com cautela”, alerta o dirigente.Leia mais:Novo lote de privatizações
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