22 de outubro, de 2008 | 00:00
Audiência debate empreendimento
Moradores querem evitar construção de ETE da Copasa no Mangueiras
FABRICIANO Audiência pública amanhã, às 18h30, na Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, coloca em debate o projeto da Copasa de construir uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) entre os bairros Santa Terezinha e Mangueiras. A ETE faz parte do projeto de tratamento do esgoto de Fabriciano, que recebe investimentos de R$ 14 milhões de reais pela Copasa. Parte da obra já está concluída com as redes coletoras. Pelo contrato firmado com o município, até 2009 deve ser iniciado o tratamento dos efluentes domésticos. No entanto, moradores dos bairros vizinhos à ETE querem evitar a instalação no local escolhido. Representantes das entidades comunitárias querem recolher no mínimo 40 mil assinaturas para evitar a obra. Acusam a Copasa, a administração municipal e a Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Leste Mineiro (Supram-LM) de não terem aberto discussão pública antes de definir a área para a ETE e liberar o licenciamento.Atraso e antecedênciaO prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões (PT), afirma que a audiência pública para discutir o assunto amanhã chega com seis anos de atraso e uma semana de antecedência. Os seis anos de atraso, explica o prefeito, são porque, em 2002, o governo Paulo Antunes, quando devidamente autorizado pela Câmara, renovou a concessão para a Copasa por um prazo de 30 anos, mas não questionou onde e como seria construída a ETE. E uma semana de antecedência, porque dia 30 de outubro acontece reunião entre representantes do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Codema), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente e da Supram-LM, justamente para discutir a construção da ETE.Falha Na convocação da audiência, o órgão estadual responsável pelo licenciamento da ETE, a Supram-LM, não foi convocada. Até ontem à tarde o superintendente Dorgival da Silva disse que não tinha sido comunicado da audiência convocada pela Câmara de Fabriciano. O prefeito Chico Simões observa também que o autor do pedido da audiência, vereador Joel Arêdes, foi um dos que, em 2002, aprovou a renovação do contrato com a Copasa sem questionar onde seria construída a ETE.Simões acrescenta que inexiste lei para respaldar o município a fazer exigências em relação à obra da Copasa. Quem licencia esse tipo de empreendimento é o Estado. Só ficamos sabendo onde a ETE seria construída quando a empresa veio pegar uma licença no único caso que cabe ao município, que é em relação à remoção de terra”, explica.
O empresário César afirma que a ETE não pode ser construída em área urbana, e Marcos prevê ação judicial
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