24 de outubro, de 2008 | 00:00

Falta consciência ao motorista

Aumento de acidentes fatais intensifica discussão sobre prevenção

Arquivo/DA


Números da RMVA e RMBH só perdem para a média brasileira
IPATINGA – A seqüência dos acidentes fatais no trânsito da região acirrou a discussão sobre quais são as medidas necessárias para reduzir as mortes nas estradas e vias urbanas. De sábado, 18, até quarta-feira, 22, cinco pessoas perderam a vida em acidentes nas estradas da região.Em julho, uma pesquisa aleatória feita na página do jornal DIÁRIO DO AÇO na internet perguntou: “A que você atribui os acidentes de trânsito?” Entre os participantes da enquete, a maioria, 48,74%, respondeu que era o excesso de velocidade. Para 32,39% dos votantes, é a falta de atenção no trânsito e, para 18,87%, é a falta de fiscalização.   Nesta semana, o trânsito é novamente alvo de pesquisa na página do jornal: “Com a manutenção dos elevados índices de acidentes de trânsito em Ipatinga, o que entende que deve ser feito?” Para 43,44% dos participantes até ontem à tarde, os radares precisam voltar ao trânsito. Para 25,7%, a volta dos radares deve se limitar aos semáforos, na forma de detectores de avanço de sinal. No entanto, 30,83% dos votantes afirmaram que os radares não devem voltar de jeito algum.MotoristasIntegrante da equipe que organizou a campanha da Semana do Trânsito no DER em Coronel Fabriciano, o economista Daniel Miranda, responsável pela divulgação da campanha, afirmou em entrevista ao DIARIO DO AÇO que, embora haja muita polêmica em torno do uso dos radares, os equipamentos para controle de velocidade são úteis porque o brasileiro é teimoso e muitos motoristas só tomam cuidados com a velocidade quando sabem que a multa pode pesar em seus bolsos. Para Daniel Miranda, pesa a favor dessa percepção a informação da Associação Brasileira de Educação de Trânsito (Abetran), segundo a qual 64% dos acidentes são causados por falhas humanas, 30% têm origem em problemas mecânicos e apenas 6% são conseqüência de má conservação de via. Os dados da Abetran, levantados pelo DER, também mostram que o Brasil tem prejuízo anual de R$ 22 bilhões com acidentes de trânsito (1,2 % do PIB). São custos com perdas em produção, custos médicos, previdência social, custos legais, perdas materiais, despesas com seguro e custos com emergências, entre outros itens.     
Alex Ferreira


Economista cita estudo segundo o qual 64% dos acidentes são causados por falhas humanas
SoluçãoConforme o economista Daniel Miranda, todos os estudos mostram que a solução para esse caos deve passar pela educação para o trânsito, associada à fiscalização. Avalia que a direção defensiva deve ser uma prioridade, pois significa dirigir com objetivo de prevenir acidentes, atento às ações incorretas de outros motoristas e das possíveis condições adversas da pista e do tempo. Miranda acrescenta que a adoção dessa prática de dirigir com segurança, reduzindo a possibilidade de ser envolvido em acidentes de trânsito, poderia incluir até a reciclagem dos condutores que, com o passar do tempo, sequer acompanham as mudanças na legislação.Homens são maioria entre as vítimasEstudo elaborado pelo Departamento de Estradas de Rodagens (DER) em Coronel Fabriciano, com base no Sistema de Informações do Ministério da Saúde (Datasus), mostra que os homens lideram a taxa média de mortes por  grupo de 100 mil habitantes em 2004 no Vale do Aço, e permite um comparativo com outras regiões.Os dados são considerados preocupantes em termos de proporcionalidade de acidentes, pois o Vale do Aço apresenta índice maior do que a média estadual e se aproxima dos números de Belo Horizonte.Em Minas Gerais, a taxa média é de 29,57 mortes de homens e de 6,78 mortes de mulheres por grupo de 100 mil habitantes. Enquanto isso, a média registrada na Região Metropolitana do Vale do Aço é mais elevada. Segundo os dados processados na regional do DER, em 2004 foram registradas 29,94 mortes de homens e 8,17 mortes de mulheres no trânsito do Vale do Aço para cada 100 mil habitantes.Os números regionais e estadual só perdem para a média brasileira, que chega a ser de 32,55 homens e 7,16 mulheres por grupo de 100 mil pessoas.Alex Ferreira
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