30 de outubro, de 2008 | 00:00

Moradores de Ipabinha reivindicam benefícios

Wôlmer Ezequiel


Uma das esperanças dos moradores de Ipabinha é a pavimentação do acesso
IPABINHA – Moradores do povoado de Ipaba de Santana do Paraíso receberam, ontem à noite, na escola José Rosa, representantes da Usiminas para discutir o plano de construção da usina de placas na área onde está hoje o aeroporto da empresa. O vice-presidente da Associação de Moradores, Adenilson José de Souza, explica que entre as reivindicações apresentadas está a pavimentação dos 12 quilômetros do acesso ao povoado e a implantação de projetos sociais. “A comunidade já ganhou uma área para a construção de um galpão onde poderiam ser instalados cursos profissionalizantes. Temos até uma maquete, mas não temos dinheiro para a construção”, explica Adenilson. Outra discussão é a mudança do acesso ao povoado. Atualmente a estrada passa em frente ao aeroporto da Usiminas, mas com a construção da siderúrgica no local a estrada será construída em outro lugar ainda em estudo.Em relação aos cursos profissionalizantes, Adenilson, que trabalha como programador industrial, conta que muitos jovens em Ipabinha estão sem perspectivas de conseguir emprego com a nova usina por causa da falta de qualificação profissional. “Alguns começaram a estudar no Senai em Ipatinga, mas tiveram que parar por falta de dinheiro até para pagar a passagem”, conta. Um dos últimos investimentos que a comunidade recebeu foi uma escola de Ensino Médio, construída há aproximadamente seis anos. Antes, os moradores do lugar tinham que atravessar o rio Doce, de barco, para chegar a uma escola em Ipaba, município vizinho a Ipabinha, mas do outro lado do rio. “A nossa referência nunca foi a sede do município, Santana do Paraíso, por causa da distância. Além disso, o acesso mais fácil é a Ipaba ou a Ipatinga”, conta. Com aproximadamente 2.300 habitantes, o povoado de Ipaba de Santana do Paraíso tem duas fontes de emprego: uma é na floresta de eucalipto que abastece a indústria de celulose, e a outra é em Ipatinga, para onde se dirige a maior parte da mão- de-obra. Mas há também os trabalhadores que foram para outros Estados há muitos anos. “Esperamos inclusive que os filhos da terra voltem agora e aproveitem sua qualificação para ocupar as vagas que surgirão”, diz esperançoso o líder comunitário.Leia mais:Bairros de Paraíso querem benefícios com a UsiminasClima de esperança em Ipabinha
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