30 de outubro, de 2008 | 00:00

Usiminas mantém investimentos

Grupo divulga novo lucro e confirma que mantém planos, apesar da crise

Wôlmer Ezequiel


Castello Branco: Investimentos mantidos com prazos de execução baseados nos indicadores e nas tendências do mercado siderúrgico
IPATINGA - A Usiminas encerrou o terceiro trimestre do ano com um lucro de R$ 880 milhões e reafirmou a disposição de manter seus planos de investimentos para os próximos anos, apesar das indicações de menor crescimento econômico e expansão mais fraca da demanda por aços planos no país em 2009. No período de junho a setembro, a empresa, considerada um dos maiores grupos siderúrgicos de aços planos do país, teve um lucro 16% maior do que o verificado no terceiro trimestre de 2007, quando lucrou R$ 758 milhões.O anúncio aparece no momento em que a crise financeira internacional gera efeitos negativos sobre diversos segmentos da economia. Mas, em seu relatório trimestral, divulgado nesta quarta-feira para a Comissão de Valores Mobiliários, a Usiminas ressalta que tem condições de enfrentar o atual cenário.O diretor-presidente Marco Antônio Castello Branco destacou no documento que: “Nossa política austera e previdente de gestão do caixa nos permite atravessar com segurança o atual momento de incerteza dos mercados.” Ainda segundo a informação enviada à CVM, a geração de caixa da Usiminas no período de junho a setembro - medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) - somou R$ 1,894 bilhão, um avanço de 38% em relação ao resultado do 3º trimestre de 2007. A margem passou de 37,9% para 42,6%, o que foi destacado pela empresa. Os números, segundo consta no relatório, dão suporte ao plano de crescimento da companhia.LíquidoJá a receita líquida da Usiminas totalizou R$ 4,5 bilhões no 3º trimestre de 2008, com crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2007. No acumulado do ano até setembro, a receita totalizou R$ 12 bilhões, com crescimento de 16% se comparado ao mesmo período de 2007.As vendas físicas totais, de 1,9 milhão de toneladas no 3º trimestre de 2008, ficaram 9% abaixo das vendas do mesmo período do ano anterior. Em relação ao 2º trimestre de 2008, as vendas permaneceram estáveis. As vendas acumuladas nos nove primeiros meses de 2008 totalizaram 5,7 milhões de toneladas, 5% inferiores em relação a igual período de 2007. A empresa justifica o menor volume de vendas apurado no 1º semestre do ano em função da reforma programada de equipamentos na usina de Cubatão.Avaliação contínua de prazosSobre a manutenção dos investimentos do Sistema Usiminas, o diretor-presidente Marco Antônio Castello Branco explicou que o grupo, além de contar com recursos em caixa, tem um perfil de vencimento de sua dívida bastante adequado. E explica que os vencimentos no curto prazo representam apenas 17% e os outros 83% estão diluídos no longo prazo. A empresa deverá manter seus planos de investimentos, avaliando continuamente seus prazos de execução com base nos indicadores e nas tendências do mercado siderúrgico. Também está assegurada grande parte dos recursos para seus projetos de expansão, incluindo a nova usina de placas em Santana do Paraíso. Aproximadamente 50% dos investimentos serão cobertos pela própria geração de caixa, e o restante por meio de financiamentos, com várias operações de captação já realizadas.De acordo com Castello Branco, o modelo de gestão do caixa da Usiminas permite que a empresa atravesse, com segurança, o atual momento de incerteza dos mercados. E acrescenta que o financiamento do plano de investimento, que colocará a empresa em um novo patamar de produtividade e lucratividade, se encontra bem estruturado, e a velocidade de sua implantação pode ser facilmente adaptada, de forma a preservar a qualidade dos indicadores da performance financeira da companhia. “Continuamos confiantes na robustez dos fundamentos que orientam o crescimento de longo prazo da demanda de mundial de aço”, concluiu.
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