08 de novembro, de 2008 | 00:00
Câncer de pele é alvo de campanha
IPATINGA A Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza neste sábado a 10ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse é o tipo de câncer mais freqüente, chegando à casa de 25% dos tumores malignos no país. No entanto, a manifestação mais comum é o chamado não-melanoma, ocasionado principalmente pela exposição ao sol. Quando diagnosticado precocemente ele pode ser tratado com sucesso, sem a necessidade de quimioterapia. Já o câncer de pele mais grave e raro é o melanoma.Por ser um país tropical, o câncer melanoma é o mais comum no Brasil e atinge em maior proporção pessoas com pele, olhos e cabelos claros. A projeção do Inca para este ano é a incidência de 55.890 novos casos de câncer não-melanoma em homens e 59.120 casos em mulheres. Em Minas Gerais, a proporção é de 34,32 casos para cada 100 mil habitantes. Por isso, a palavra de ordem nesta data é a proteção solar. Segundo a oncologista do Centro Oncológico Radioisótopos (COR), Luciana Lana, o sol é de extrema importância para o corpo, mas em doses moderadas. Todo mundo tem que tomar sol nos horários adequados (antes das 10h e depois das 16h) para o metabolismo e a produção de vitamina D, além da prevenção de osteoporose. O problema é o sol em excesso, fora do horário, e o descuido com a proteção adequada. Além do câncer, a exposição excessiva causa envelhecimento precoce”, alertou. Na hora de se proteger contra os raios ultravioleta a arma mais poderosa é o filtro solar que, segundo Luciana, deve ser no mínimo fator 15. A oncologista alerta que os cuidados precisam ir além. O produto é uma proteção química. Também precisamos de cuidados físicos com o uso de chapéu, óculos, sombrinha, principalmente na nossa região, onde o sol é intenso. Quem trabalha ao sol, por exemplo, deve usar uma camisa de manga comprida”, frisou. A especialista ressaltou a necessidade de reaplicar o produto a cada meia hora. O pico de incidência da doença é por volta dos 40 anos de idade. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios, a média de idade dos pacientes vem diminuindo”, comentou Luciana. Ela destacou que pessoas de pele clara que ficam vermelhas com a exposição solar são mais sujeitas a doenças de pele. Sintomas e tratamentoApesar da constante incidência, o câncer de pele não-melanoma é altamente curável. Para ajudar no diagnóstico precoce a pessoa deve ficar atenta aos pequenos sinais do corpo, conforme explicou Luciana Lana. Se a pessoa tem uma pinta desde a infância ou adquire uma ao longo da vida que começa a coçar, sangrar e ficar desinforme, ela deve procurar o dermatologista. Feridas que não cicatrizam em quatro semanas também devem ser olhadas pelo médico”, orientou a oncologista. Geralmente, o tratamento desse tipo de câncer é feito com intervenção cirúrgica simples. Usamos anestesia local e, após a cirurgia, a pessoa vai para casa no mesmo dia. Ele é mais comum em regiões do corpo mais expostas ao sol, como nariz e lábio inferior. Já nos casos do câncer melanoma às vezes é necessária quimioterapia e radioterapia para o tratamento. Esse tipo incide mais na palma das mãos e sola dos pés, onde não há exposição ao sol”, finalizou Luciana Lana.
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