09 de novembro, de 2008 | 00:00
Setor produtivo quer volta do PAC
Fiemg regional estuda mobilização política por investimentos na BR-381
IPATINGA A regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) ainda estuda a melhor forma de mobilização de forças empresariais e políticas para ampliar a discussão sobre a duplicação da BR-381. Em Ipatinga, o presidente da Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, afirma que, em uma primeira avaliação, entende-se que o projeto proposto pelo Dnit para a modernização da estrada é inviável para a privatização e seria necessária, primeiro, uma duplicação com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como já estava anunciado. Isso permitiria um valor menor no preço do pedágio, que não iria onerar tanto os custos das empresas na região”, resume. O dirigente acrescenta que a concessão da rodovia em estado caótico como está hoje demandaria um investimento muito elevado pela empresa que viesse a ganhar a licitação e o usuário teria que pagar um pedágio de custo elevado.Mas o movimento pelos investimentos públicos na rodovia poderá encontrar desafios ainda maiores do que os esperados. O presidente da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Guimarães, já afirmou que o dinheiro do PAC para a BR-381 Norte não existe mais. Em entrevista à imprensa em Belo Horizonte, Bernardo explicou que, por decisão do governo federal, foram mantidos recursos do PAC apenas para o Rodoanel, no trecho da BR-381 entre Ravena e Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.DisputaConsiderado o principal gargalo para o desenvolvimento da região leste do Estado, a BR-381 Norte está no meio de um imbróglio que envolve duas autarquias do governo federal. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) defende um projeto de modernização da estrada, com custo mais elevado e justamente por isso sem viabilidade para execução pelo modelo de concessão, ou seja, privatização. A proposta prevê, inclusive, a construção de uma variante para tirar o trânsito de dentro de João Monlevade. Já a ANTT tem outra proposta, que prevê a duplicação da rodovia de ponta a ponta entre Belo Horizonte e Governador Valadares, mas sem a modernização. Em audiência praticamente vazia no auditório da Fiemg, em Belo Horizonte, foi explicado que seria construída outra pista ao lado da já existente. O modelo é simples, mais barato e passível de ser repassado à iniciativa privada. Para isso, já estabeleceu até um teto de tarifa de pedágio: R$ 4,38, quando todas as obras estiverem prontas em um prazo máximo de 6 anos, a partir da concessão, que poderia ocorrer em 2009.Diante do quadro considerado confuso”, o setor empresarial tenta ampliar a mobilização que já existe em torno da desacreditada duplicação do trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Será uma última tentativa de convencer o governo federal a fazer os investimentos com dinheiro público. MobilizaçãoO presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, confirma que a Federação abraça a causa pelos investimentos públicos e deve definir várias ações a serem desenvolvidas a partir de agora, principalmente no sentido de mobilizar forças políticas. Ficou claro na audiência da ANTT que a escolha do governo federal pela concessão ou pelo projeto do Dnit, que prevê investimentos públicos na duplicação da rodovia, vai depender de uma ação política. Com essa audiência pública que teve ficou muito claro como funcionam as duas vertentes com suas propostas. Vou a Belo Horizonte discutir o assunto e ver qual a melhor forma de mobilização, junto, inclusive, com a regional da Fiemg em Governador Valadares e outras cidades que compõem as regiões abrangidas pela estrada”, conclui Luciano Araújo. Alex Ferreira
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