14 de novembro, de 2008 | 00:00
Educação participativa em debate
Prefeitura de Timóteo realiza encontro com segmentos da comunidade
TIMÓTEO Com o objetivo de discutir o processo de educação no Brasil, sobretudo, a educação pública, bem como o percurso para que o município alcance a excelência educacional, a Prefeitura de Timóteo realizou, na tarde de ontem (13), o primeiro encontro com a participação de vários segmentos sociais. Com o tema Educação e participação comunitária: caminhos para uma realidade possível, cerca de 100 participantes tiveram oportunidade de conhecer a realidade educacional de Timóteo, que atualmente conta com 17 escolas municipais.Durante o encontro no auditório da PMT, o prefeito Geraldo Hilário (PDT) afirmou que a participação comunitária será marca em sua administração. Principalmente em relação à educação, que consideramos pilar fundamental para o desenvolvimento. Essa discussão será o pontapé inicial para a forma de governo que defendemos, pautada no respeito e participação. A educação, em um sentido mais amplo, não pode ficar nos muros da escola. É necessário envolver todos nesse processo”, ressaltou Hilário, acrescentando que muitos outros encontros voltados ao aprimoramento serão realizados. O prefeito ponderou que, dado o processo de modernização, sobretudo da informática, é necessário humanizar as relações escolares. Quanto mais se informatiza menos se humaniza. A forma que encontramos de humanizar a educação é trazer a comunidade para a gestão”. Sobre os projetos, Hilário adiantou ao DIÁRIO DO AÇO que, para o próximo ano, o município contará com um projeto-piloto de Escola em Tempo Integral. Tendo em vista as fases de implantação da proposta, o prefeito preferiu não revelar o nome da primeira escola a receber o projeto. Estamos preparando toda a estrutura física necessária. Gradativamente, iremos estender a proposta a outras escolas”.Durante o encontro, os participantes puderam escrever críticas e sugestões para a melhoria da educação. Conforme informou a assessora técnica da Secretaria Municipal de Educação, Léslie Duarte Machado, a proposta é realizar um segundo encontro já no início do próximo ano. Até lá, iremos analisar todas as informações que os participantes nos deixaram de contribuição. Com certeza, as críticas serão muito importantes para pensar uma educação ainda mais qualitativa”. A assessora representou a secretária de Educação, Maria do Carmo Dias, que não compareceu por motivo de saúde. Representantes aprovam iniciativaPresente ao evento, Iolanda de Souza, coordenadora educacional da Escola Municipal Infantil Ana Moura, elogiou a iniciativa do encontro. Na opinião da educadora, que acumula 23 anos de dedicação ao ensino, a interação escola-poder público-comunidade representa oportunidade de crescimento. A escola não pode estar isolada. O avanço do processo educativo só é efetivado a partir do envolvimento e participação de todos, com contribuições diversificadas. Quando unimos forças, os resultados da prática educacional são muito melhores”, opinou. Diante da experiência de tantos anos, a professora admite que não é fácil trazer tantos setores para o debate, mas definiu esse passo como imprescindível. Muitas vezes, o envolvimento não é tão rápido como gostaríamos, mas quando acontece é maravilhoso. É preciso persistir”.O presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, Danilo Nicolato, engrossou o coro sobre a importância da discussão, que definiu como oportuna. A partir destas novas reflexões, tenho esperança de que se inicie um novo ciclo de educação na cidade. É preciso reconhecer a sensibilidade e os esforços do governo municipal para uma educação de qualidade”, opinou o representante da entidade, que possuiu outras 25 instituições filiadas. Quem também espera que a administração municipal continue a valorizar as instituições comunitárias é Roberto Luiz Gomes, presidente do Conselho Comunitário Municipal, entidade que representa 87 instituições (associações de bairros, creches, clubes de mães e outras). Gomes frisou que o Conselho defende políticas comunitárias, não partidárias. Infelizmente, nossa entidade quase foi extinta, por falta de reconhecimento devido por parte de administrações anteriores. Daqui para frente, espero que as coisas mudem. O governo tem se reunido conosco e tudo indica que os integrantes do terceiro setor serão valorizados e chamados a participar do debate político”.Landéia Ávila
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