15 de novembro, de 2008 | 00:00
Cooperativa de taxistas é reativada e anuncia planos
IPATINGA Desativada desde 1997 sem sequer ter funcionado, a Cooperativa de Táxi e Autônomos do Vale do Aço (Coopervale) está se reorganizando por meio de nova diretoria. A cooperativa já possui 32 cooperados, que pagaram uma jóia de 50% do salário mínimo vigente (R$ 207,50) para se associar. Entre os dias 1º e 10 de dezembro, começam a ser cobradas as mensalidades fixadas em 20% do salário mínimo, que hoje correspondem a R$ 83,00. Só em Ipatinga existem em torno de 140 taxistas. A Coopervale espera conquistar a adesão de boa parte da categoria em curto prazo. Montada recentemente, a sede da Coopervale fica na rua João Patrício, 270, sala 05, no bairro Veneza I. A partir do próximo dia 24 as inscrições serão recebidas na sede do Cooperativa, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Taxistas de todo o Vale do Aço podem se inscrever, mas a triagem que avalia a admissão ou não de um cooperado é bastante criteriosa. A diretoria está providenciando a instalação de telefone de contato, pelo sistema 0800.Na tarde de ontem, Alverino Resende do Amaral, eleito presidente da Coopervale após duas assembléias, Luciano Reis Gouveia, 1º secretário, e Élio de Abreu, 2º tesoureiro, participaram de coletiva no gabinete do presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Nardyello Rocha (PMDB). Conforme Luciano Gouveia, um dos compromissos da Coopervale daqui em diante é modificar algumas regras do Estatuto Municipal dos Taxistas, que ele considera desvantajosas, entre elas o valor pago por hora parada, que seria uma das menores do Estado. Em Belo Horizonte, paga-se R$ 19,93, e em Caratinga, R$ 18 pela hora parada. Em Ipatinga, este valor é de apenas R$ 4,05”, observa o secretário da Cooperativa. Outra investida a Coopervale será baixar a taxa da bandeira inicial nas corridas de táxi, bem superiores ao valor pago na capital. Em contrapartida, os taxistas ganhariam com o aumento do quilômetro rodado. Em Belo Horizonte, a bandeira inicial custa R$ 3,30. Em Ipatinga, o cliente se assusta quando entra no táxi e logo vê que a corrida já começa custando R$ 4,23. Por outro lado, perdemos muito em relação aos taxistas da capital, onde o valor cobrado pelo quilômetro rodado é maior. Queremos inverter isso, para que em Ipatinga haja mais equilíbrio em relação a perda e ganho”, observa Alverino Amaral.O presidente da Coopervale pretende, ainda, investir no âmbito social, de saúde e lazer para os cooperados. Vamos nos mobilizar para garantir convênio médico, não só para os taxistas, como para toda a sua família”, frisa Alverino Amaral. De acordo com Élio de Abreu, a finalidade da Coopervale é atuar para garantir benefícios à categoria”. Uma das idéias é propor parceria com a Cooperativa de Transportes Especiais (Cootransesp), visando economia nos gastos com combustível. As vans abastecem com óleo diesel e os táxis com álcool ou gasolina. Vamos negociar o abastecimento em um mesmo posto de combustível, a fim de obtermos desconto. Quem sabe, futuramente possamos abrir um posto exclusivo para nossa categoria, a exemplo do que acontece em outros centros urbanos”, projeta Élio de Abreu. Público ganha com organizaçãoCom a reorganização da Coopervale, espera-se o cumprimento de regras, especialmente no que diz respeito aos pontos de táxi privativos. Em Ipatinga, só há três pontos livres: em frente ao Shopping do Vale, à Estação Ferroviária e à Danceteria Star, no Cidade Nobre. Vamos atuar na fiscalização, para que os taxistas obedeçam às regras da legislação no município, como permanecer pelo menos seis horas obrigatórias em seu ponto particular”, ressalta Élio de Abreu. O vereador Nardyello Rocha (PMDB), que apóia a Coopervale em sua reestruturação, diz que a população tem muito a ganhar com uma cooperativa organizada. Quem ganha no final de tudo é a comunidade, porque a partir do momento em que o taxista se organiza, a comunidade sabe onde reivindicar, buscar seus direitos e cobrar os deveres dos próprios taxistas. Além disso, os taxistas têm uma vantagem por estarem organizados e terem alguém que vai representá-los na esfera municipal ou estadual. Por isso o Legislativo participa, porque o reflexo imediato, além de ser na categoria, é também nos munícipes de Ipatinga, e é nossa obrigação como caixa de ressonância da população”, pontua o parlamentar.Bruno Jackson
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