15 de novembro, de 2008 | 00:00

Para a Usiminas, acordo coletivo deve considerar cenário econômico

Alex Ferreira


Setor siderúrgico deve crescer 2% em 2009; cenário anterior falava em torno de 10%
DA REDAÇÃO – Na visão da Usiminas, as negociações salariais com os metalúrgicos devem preservar a sustentabilidade da companhia e de sua força de trabalho para o exercício de 2009, quando o novo acordo estará em vigência. A Usiminas, por meio de nota oficial, informou que recebeu nesta sexta-feira, 14, ofício do Sindipa (Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga) comunicando o resultado da Assembléia de empregados que recusou a proposta apresentada. “Neste momento, a Usiminas aguarda uma contraproposta do Sindicato para agendar reunião visando a continuidade das negociações coletivas. Nesse processo de diálogo e decisão, a sustentabilidade da companhia e de sua força de trabalho continuarão a ser prioritários para o exercício de 2009, quando o novo acordo estará em vigência diante de um contexto econômico desafiador”, afirma a nota.No cenário de crise, a Usiminas reafirma que aproveitará o período de menor demanda para reforçar o padrão tecnológico e de qualidade de seus produtos, antecipando as paradas de manutenção de suas linhas de produção. Nesse sentido, na semana passada o vice-presidente Industrial, Omar Silva Júnior, realizou reunião com as empresas contratadas da siderúrgica para solicitar, também, a redução dos serviços em algumas áreas. “Essas ações são absolutamente naturais em um momento que requer prudência diante da necessidade de se equilibrar oferta e demanda”, disse o executivo. “A empresa manterá seu plano de investimentos, mas gerenciando o prazo de execução de seus projetos”, acrescentou. AjustesConforme a Usiminas, os ajustes refletem as previsões de mercado. O setor siderúrgico, por exemplo, trabalha com a expectativa para o próximo ano de um crescimento em torno de 2%, uma retração se comparado com cenário anterior que falava em torno de 10%. Outro setor que tem sentido os efeitos da turbulência é o automotivo. A previsão de fechar o ano com mais de 3 milhões de veículos vendidos não deve se concretizar. Assim como as indústrias de máquinas e equipamentos e a linha branca, a automobilística tem nos aços planos – mercado em que a Usiminas atua e do qual é líder na América Latina – sua principal matéria-prima. No setor de distribuição, de acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço – INDA, há indícios de queda nas vendas de 80 milhões de toneladas mensais de janeiro a março de 2009, se comparado aos patamares praticados até outubro deste ano.
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