27 de novembro, de 2008 | 00:00

Presidente da OAB trabalha para melhorar serviços de advogados

Alex Ferreira


Presidente da OAB afirma que sem ética profissional não pode ser advogado
TIMÓTEO – Em visita oficial ao Vale do Aço na noite de terça-feira, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou que, no Brasil, o advogado tem uma especificidade muito grande e não deve apenas servir para o seu próprio umbigo, mas ter um compromisso social com o país. Acrescenta que, ao peticionar, um profissional não deve apenas buscar o ganho de causa do seu cliente, mas buscar a justiça. “É um compromisso típico da advocacia brasileira e tende a assim ser a própria OAB como uma das instituições mais respeitadas e com proteção constitucional”, observou. Britto disse que defende as qualidades técnica e ética para que uma pessoa seja um advogado.Na questão da qualidade técnica, Cezar Britto explicou que a Ordem tem buscado mais a qualificação. Na prática, a entidade endureceu na cobrança da qualidade do ensino jurídico, o que já resultou no fechamento de mais de 120 mil vagas de escolas mercantilistas. Por causa disso, há um ano não se criam novos cursos de Direito. Brito explica que o Exame de Ordem tem passado por mudanças, a fim de servir como orientador para escolas e estudantes. Atualmente, 25 Estados já fazem a mesma prova, em um processo unificado. O presidente disse ainda que tem havido incentivos para a educação continuada para advogados do interior. “Às seccionais da OAB têm sido repassadas orientações para que cassem as carteiras daqueles profissionais sem qualidade técnica e os encaminhem para novo Exame de Ordem”, afirmou. SaturadoNo quesito qualidade ética, Britto disse entender que o “advogado que fere com a ética não pode ser chamado de advogado”. Neste sentido, conta que um dos primeiros atos que tomou como presidente foi ampliar de um para três os órgãos recursais julgadores do Conselho Federal da OAB. “No nosso mandato já punimos mais de 1.300 advogados, inclusive com cassação da carteira. Mostramos claramente que não compactuamos com a corrupção dentro da advocacia”, reiterou. Por fim, Britto falou sobre a quantidade de advogados. O Brasil tem hoje mais de 600 mil profissionais na área do Direito. Esse número, destacou Britto, equivale a 20% dos advogados do mundo e gera uma situação considerada preocupante. “Queremos que essa quantidade tenha qualidade técnica e qualidade ética. Não importa o número de advogados, queremos que todos eles tenham qualidade técnica”, concluiu Cezar Britto.Cezar Britto esteve em Timóteo nesta semana, onde participou da abertura do I Encontro dos Advogados e Jovens Advogados, evento promovido pelas subseções da OAB no Vale do Aço e Vale do Rio Doce. O evento reuniu centenas de profissionais do Direito no salão do clube Alfa.Leia mais:Risco de “ares autoritários”
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