28 de novembro, de 2008 | 00:00
Gasp intensifica suas ações a partir de hoje
IPATINGA - Com o slogan Sexo não tem idade. Proteção também não, o Grupo de Apoio aos Soropositivos do Vale do Aço (Gasp), em parceria com o Programa DST/Aids da Prefeitura de Ipatinga, mais uma vez participa da campanha nacional do Ministério da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro). Neste ano, o tema da campanha são os homens heterossexuais acima dos 50 anos, que integram o Clube dos Enta. Para o Carnaval de 2009, o Ministério da Saúde também adotará a temática das pessoas acima de 50 anos, porém a ênfase será nas mulheres.Com o objetivo de ampliar o debate sobre a doença e marcar a data, o Gasp elaborou uma intensa programação, que tem início nesta sexta-feira (28) e se encerra no dia 18 de dezembro. Ao longo dos próximos dias, a equipe do Grupo de Apoio percorrerá escolas, empresas e espaços públicos, com palestras, estandes e distribuição de material informativo, além de preservativos.Dados preliminares do programa DST/Aids da Prefeitura de Ipatinga indicam cerca de 530 casos registrados de pessoas com o vírus HIV. Um aumento considerável em relação a 2007, quando foram levantados 451 casos. Destaques da programaçãoAs atividades têm início às 14h de hoje, no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do bairro Limoeiro, onde haverá palestra sobre o tema DST/HIV/Aids. No sábado (29), a equipe do Gasp estará na Escola Estadual Laura Xavier, para distribuição de material informativo. Também no mesmo dia, das 9h às 17h, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga, será realizado o 1º Simpósio Adesão Convivência Posithiva, no Salão Angel Nobre (em frente à Policlínica Municipal), no bairro Cidade Nobre. Os trabalhos seguirão a partir da próxima semana. Merecem destaque as ações na segunda-feira (1°), na Praça 1º de Maio, no Centro, onde haverá panfletagem de material informativo e distribuição de preservativos. O Gasp também marcará presença, com estande, na oitava edição do Dia V, organizado pela Fiemg, no dia 7, das 9h às 13h, no Parque Ipanema.GaspCom mais de uma década de atuação, o Grupo de Apoio aos Soropositivos do Vale do Aço, uma Organização Não Governamental, desenvolve ações preventivas e educativas. Reconhecida como entidade de utilidade pública em âmbitos municipal, estadual e federal, visa ser um centro de referência, com o desenvolvimento de ações integradas nas áreas da saúde, educação e cultura. Sobre a data Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a data foi adotada a partir de 1988. O símbolo da luta contra a Aids é um laço vermelho, uma referência de solidariedade e comprometimento. O adereço, escolhido pela sua associação ao sangue e à idéia de paixão, foi criado em 1991 com inspiração no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo. Retrato da Aids no paísDados do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2008, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que, de 1980 a junho de 2008, foram registrados 506.499 casos de Aids no Brasil. Durante esses anos, 205.409 mortes ocorreram em decorrência da doença. Na divisão por sexo, 73,4% dos óbitos se concentram entre os homens (150.719) e 26,6% entre as mulheres. Considerando o período de 2000 a 2006, o coeficiente de mortalidade é estável, apresentando aumento entre as mulheres (de 3,7 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2000 para quatro em 2006) e diminui entre os homens (de 9 em 2000 para 8,1 em 2006).Ainda conforme a publicação, a epidemia no país é considerada estável. A média anual de casos entre 2000 e 2006 é de 35.384. Em relação ao HIV, a estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas. No acumulado, a região Sudeste é a que tem o maior percentual de notificações 60,4% (305.725 casos). O Sul concentra 18,9% (95.552), o Nordeste 11,5% (58.348), o Centro-Oeste 5,7% (28.719) e o Norte 3,6% (18.155). A região Sul segue a tendência de estabilização do país, porém em patamares elevados a cada 100 mil habitantes em 2000, existiam 26,3 casos. Em 2006, a taxa passou para 28,3. No Sudeste, há discreta queda: de 24,4 em 2000 para 22,5 em 2006. No Centro-Oeste, essa queda se apresenta a partir de 2003. Eram 21,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2003 e 17,1 em 2006.Na internet, o Ministério da Saúde conta com um site específico para obtenção de informações relacionadas à doença: www.aids.gov.br. Landéia Ávila
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