29 de novembro, de 2008 | 00:00

Estudantes sem ônibus e escola sem material em Cava Grande

Alex Ferreira


Paranhos conseguiu evitar paralisação de escola em Cava Grande
CAVA GRANDE – Professores da Escola Municipal José Pedro da Silva decidiram repensar a intenção de paralisar as atividades letivas. O anúncio da paralisação foi feito no começo da semana, quando os trabalhadores da educação ficaram sem transporte e sem material suficiente para o funcionamento da secretaria da única escola da rede municipal localizada no distrito de Cava Grande, município de Marliéria. Após uma reunião com o prefeito Vicente Paranhos, que compareceu à escola na quinta-feira, os profissionais decidiram adiar a paralisação diante da retomada do serviço de transporte e da promessa da chegada de material de escritório nesta segunda-feira, 1º de dezembro. Ainda em Cava Grande, outro problema com a educação. Desde o dia 20 a administração municipal cortou o transporte de estudantes dos ensinos fundamental e médio, que vêm dos povoados de Santo Antônio, Santa Rita, Mundo Novo e Córrego dos Antunes, no entorno do Parque Estadual do Rio Doce, para estudar no distrito. O coletivo, que no depoimento de alguns pais de alunos “está a cair aos pedaços”, não oferece segurança para o transporte e já tinha inúmeros pedidos de substituição.Segundo informações levantadas pelo Conselho Tutelar, atualmente 45 alunos embarcam no coletivo para irem de suas casas à escola em Cava Grande. “Tínhamos pedido a retirada desse ônibus velho. Na quarta-feira passada, colocaram um coletivo melhor, com a promessa de que o outro só voltaria após reforma e vistoria no DER, mas isso não aconteceu e o ônibus voltou em situação precária nesta quinta-feira”, afirmou a conselheira Maria das Dores. Por causa da insegurança no transporte, o caso foi levado pelo Conselho Tutelar ontem à Promotoria de Justiça da Infância na Comarca de Timóteo. SoluçãoOntem à tarde, o chefe do Departamento Administrativo, Herike Silva Carvalho, informou que o ônibus foi retirado de circulação nesta semana porque o motorista, em uma manobra, colidiu e danificou ainda mais o carro, que já era velho. A garantia do administrador é que na segunda-feira o transporte seja normalizado para os estudantes. “A solução ainda não está definida, mas vamos resolver isso no fim de semana”, garantiu.Herike também reclama dos valores repassados ao município para o transporte escolar. Segundo afirma, o programa do governo federal repassa R$ 1.050 mensais e o município gasta entre R$ 10 mil e R$ 12 mil mensais com o transporte de estudantes.Leia mais:Marliéria em clima de “desmanche”Alex Ferreira
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