03 de dezembro, de 2008 | 00:00

Educação inclusiva atende mais de 400 estudantes deficientes

Fotos: Polliane Torres


Na E.M. Maria Rodrigues Barnabé os alunos recebem reforço especializado no contraturno
IPATINGA – Hoje é o Dia Internacional do Portador de Deficiência. Nesta data, a educação inclusiva da rede municipal de ensino aponta motivos para comemorar. Atualmente, onze das 36 escolas estão adaptadas para atender esse público. Duas delas oferecem um atendimento mais especializado. A Maria Rodrigues Barnabé recebe deficientes auditivos e a Altina Olívia Gonçalves acolhe portadores de deficiência visual. As duas instituições atendem 150 crianças e adolescentes, além dos adultos que cursam a Educação para Jovens e Adultos (EJA). Já o Centro de Atendimento Multidisciplinar (Cenan) recebe 320 crianças. A afirmação é da diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, Risoleta Silveira, e da coordenadora geral de Educação Especial, Aparecida Cristina Dias. Conforme as especialistas, as escolas estão equipadas de maneira adequada para atender às necessidades de alunos especiais. “Para modificar o espaço físico, como construção de rampas, barras e pisos especiais, a verba foi repassada diretamente às escolas, deixando a cargo da diretoria definir a aplicação do dinheiro de acordo com a demanda”, disse Risoleta.Além de mudanças físicas, a orientação do ensino para alunos especiais foi otimizada por meio das diretrizes curriculares para educação especial, explica Aparecida Cristina. “Temos muito que comemorar. Hoje, temos alunos em ensino superior. A educação especial vislumbra não apenas a inclusão. A pessoa pode enxergar um futuro promissor. Nosso desafio é prepará-los para a autonomia”, destaca a coordenadora. Dentro da proposta de facilitar aos alunos o acesso ao conhecimento, o corpo docente conta com professores concursados e capacitados para atender às demandas. Os alunos estudam em tempo integral. Quando estão na turma regular eles contam com o auxílio de intérpretes e material diferenciado. No contraturno, eles recebem uma atenção especial para reforçar o aprendizado.

Cristina (E) e Risoleta afirmam que a educação especial evoluiu na cidade
Reforço Na hora do contraturno, entram em ação profissionais como a psicopedagoga e especialista em educação especial e inclusiva, Paula Cristina Alves, que trabalha na Maria Rodrigues Barnabé. Com a experiência de quem atua na área há dez anos, Paula avalia que o quadro de educação inclusiva no Brasil melhorou ao longo do tempo. “Atualmente, com a vinda do contraturno, o atendimento complementar diferenciado pedagogicamente proporciona aos alunos a oportunidade de terem uma aprendizagem significativa”, afirmou. A especialista contou que a escola faz também o atendimento externo para crianças de 0 a 3 anos. “Elas recebem estimulação precoce uma vez por semana”, completou. Ao avaliar a trajetória da educação inclusiva, a psicopedagoga admite que os frutos desse trabalho serão colhidos daqui a alguns anos. “Essa tendência ganhou força pra valer há dois anos. É um processo longo. Não se trata só de incluí-los no ensino regular. Ainda falta ouvir os próprios portadores de deficiência para saber deles qual a verdadeira demanda e como atendê-la melhor. Porque as mãos falam mais do que mil palavras”, compara Paula Cristina Alves.Polliane Torres
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