04 de dezembro, de 2008 | 00:00
PSOL acusado de laranja”
Representação pede apuração de financiadores da coligação que pede indeferimento de Chico Ferramenta
IPATINGA - A coligação A Força do Povo” (PT, PPS, PR, PRB e PC do B), o prefeito eleito, Francisco Carlos Chico Ferramenta Delfino, e a vice-prefeita eleita, Lene Teixeira de Souza Gonçalves, entraram ontem com representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) na Comarca de Ipatinga, para que seja aberta investigação judicial, nos termos do artigo 49 da resolução 22.715/08 (TSE). O objetivo é apurar condutas em desacordo com as normas relativas à arrecadação e aos gastos dos recursos da campanha eleitoral da Coligação Única Esquerda Ipatinguense, do seu candidato majoritário, Amantino de Oliveira, bem como da Coligação Movimento Ipatinga Unida (MIL) e do seu candidato, Sebastião Quintão. Alegam os representantes que a coligação Única Esquerda teve gastos com a propagada eleitoral e contratou advogados, sem, contudo, declarar a origem dos recursos e os gastos. Amantino recebeu 103 votos (0,08% dos 136.294 votos válidos em Ipatinga).Na representação é explicado que, desde o início do questionamento legal da candidatura de Ferramenta, até o grau de recurso para Belo Horizonte (TRE-MG) e depois para Brasília (TSE), a Coligação Única Esquerda sempre teve o acompanhamento por renomados escritórios de advocacia.A representação também destaca que o escritório de advocacia prestador de serviços à Coligação Única Esquerda Ipatinguense na demanda contra Ferramenta é o mesmo que presta serviços à administração municipal de Ipatinga e ao atual prefeito, Sebastião Quintão. Seria a Coligação Única Esquerda Ipatinguense uma laranja como se diz no jargão policial?”, questiona a representação.Ferramenta diz não acreditar que grandes escritórios façam caridade. A sociedade tem que saber qual é o interesse de uma candidatura que teve 103 votos e toma tempo da Justiça Eleitoral com esse processo”, afirmou o prefeito eleito em entrevista por telefone. Recursos Chico Ferramenta disse não ter dúvidas sobre o trabalho de sua equipe para provar que foi vítima de perseguição política e, por isso, teve rejeitadas as contas na Câmara Municipal, relativas aos anos de 90, 91, 92, 2000 e 2001.Antes mesmo de eventuais decisões do TRE-MG sobre as contas, Ferramenta explica que o TSE ainda deverá analisar os embargos que sua defesa impetrou logo depois da decisão de remeter as contas ao TRE. Questionamos por que o TSE decidiu mandar as conta de volta ao TRE, se na prática tinha condições de analisar a decisão monocrática do ministro Eros Grau e colocar um ponto final no caso”, complementa.Embora Ferramenta e o prefeito que encerra o mandato não tenham chegado até o momento a um acordo para o começo da transição, o prefeito eleito garante que dia primeiro de janeiro estará preparado para assumir o governo. Durante a campanha e após a eleição, conseguimos muitas informações e já sabemos por onde começar, mas o conhecimento a fundo da situação, só teremos a partir da posse”, admitiu.Dirigente esportivo não merece resposta”Sobre a fala do presidente do Ipatinga Futebol Clube, que declarou na segunda-feira ainda não saber quem vai ser o prefeito de Ipatinga e que o município tem obrigação de participar da cota de patrocínio na camisa do time, Ferramenta disse que o dirigente não merece resposta. Apesar disso, afirmou que Itair Machado não deve ter acompanhado o voto do povo em cinco de outubro, que deixou bem claro quem deve ser o prefeito de Ipatinga a partir de 2009. No Brasil é comum permitir aos dirigentes esportivos falarem qualquer besteira e não vamos cair nesse jogo. Ele (Itair) dizia que sua meta para 2008 era vencer o Campeonato Mineiro, manter o Ipatinga na elite e reeleger o atual prefeito. O resultado, todos já conhecem”, observou Ferramenta.Sobre a questão da obrigação do patrocínio, citada por Itair Machado, o prefeito eleito discordou. Explicou que o município deve priorizar o atendimento da assistência social, das obras, os investimentos estruturais e não vai aceitar faca no pescoço. Nossa primeira responsabilidade é com a população. Qualquer repasse ao Ipatinga será dentro da lei e do que o orçamento permite. Time de futebol é um saco sem fundo e não temos recursos públicos para jogar fora”, concluiu Chico Ferramenta.
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