20 de dezembro, de 2008 | 00:00

Hospital Siderúrgica descarta a paralisação de obras da UTI

Chuva atrasou cronograma de obras e adia inauguração

Wôlmer Ezequiel


Obras da UTI ainda estão na parte da estrutura física; atraso chega a seis meses
FABRICIANO – A direção do Hospital Siderúrgica promete entregar ainda neste mês a estrutura física da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), projetada para o funcionamento com 10 leitos. O problema é que a previsão inicial era para julho e o atraso chega a seis meses. Na tarde de ontem, o diretor técnico do Siderúrgica, Mauro Marzen Morais, alegou que a remoção de uma cozinha e, posteriormente, o período de chuvas, atrasaram as obras. O Hospital Siderúrgica, mantido pela Associação Beneficente de Saúde São Sebastião, recebeu aporte de R$ 300 mil do governo do Estado exclusivamente para as obras da UTI. O valor foi parcelado. De acordo com Mauro Marzen, percalços de ordem financeira não comprometeram o andamento da construção. “Nós nunca tivemos problemas no que diz respeito às verbas que seriam ofertadas. O início da obra foi retardado porque onde ela está sendo construída existia a cozinha do hospital, que precisou ser desativada. Para isso, tivemos que construir uma nova unidade de serviço de nutrição e dietética. Essa construção, na verdade, foi o que atrasou tudo. E como conseqüência, na hora que a obra da UTI deslanchou entrou o período de chuvas”, explicou o diretor técnico. Para Mauro Marzen, não há risco de novas paralisações. “Atrasou? Atrasou. Gostamos? Não! Ninguém está satisfeito com isso, mas a gente quer chegar aos ‘finalmentes’ com a certeza de que foi montado um serviço de qualidade para que a população possa receber uma UTI em condições de beneficiá-la. Está tudo muito bem encaminhado. Nós não vamos ter paralisação das nossas obras. Nosso propósito é que pelo menos a estrutura física fique pronta em dezembro”, assegura. AnexoAs obras da UTI do Hospital Siderúrgica estão sendo executadas por operários da empresa Engecel Construção e Serviços, vencedora da licitação. O empreendimento prevê ainda a ampliação do bloco cirúrgico, totalizando uma obra de 310 metros quadrados. Com a adequação, o bloco cirúrgico vai ganhar mais duas salas, somando seis. Totalizando o custo da obra e a compra de equipamentos, a UTI do Hospital Siderúrgica está orçada em R$ 1 milhão. Os valores foram garantidos pelo Estado, por meio de convênio firmado com a Secretaria de Estado de Saúde. A compra dos equipamentos será feita após a entrega da estrutura física.Na tarde de ontem, o DIÁRIO DO AÇO percorreu as instalações físicas da UTI e constatou que o piso está pronto e as paredes recebendo pintura. “Para concluir a parte física, faltam apenas alguns arremates”, afirma Mauro Marzen, lembrando que a UTI será a única a atender 100% pelo SUS em Coronel Fabriciano. Mantenedora de hospital assina convênio com a FamevaçoNa tarde de ontem, representantes da Associação Beneficente de Saúde São Sebastião, mantenedora do Hospital Siderúrgica, assinaram convênio com a Faculdade de Medicina do Vale do Aço (Famevaço), sediada em Ipatinga. Pelo acordo, alunos da faculdade vão fazer estágio no hospital. Serão 52 vagas por ano, nas áreas de cirurgia, ortopedia, clínica médica, pediatria e UTI. O contrato é de dois anos, com possibilidade de renovação. Segundo a médica Vera Lúcia Venâncio Gaspar, diretora acadêmica da Famevaço, uma seleção interna vai apontar os alunos para o preenchimento das vagas de estágio. Ela acrescenta que o convênio será fundamental para os estudantes. “Todos nós teremos a ganhar. O paciente e nossos alunos, que terão mais um local de aprendizado. Seus conhecimentos serão enriquecidos com a vivência prática no Hospital Siderúrgica”, avalia a diretora acadêmica da Famevaço. Os estagiários serão supervisionados por professores da Famevaço, por meio do Núcleo de Assessoria em Educação Permanente em Saúde (Naeps), coordenado pelo professor Fabiano Moreira da Silva. Cada estudante terá que cumprir uma carga horária de 100 horas. Conforme Mauro Marzen Morais, diretor técnico do Hospital Siderúrgica, o convênio com a Famevaço é essencial para justificar o status de instituição filantrópica, alcançado em 2007. “Na condição de filantrópico, o hospital tem que oferecer atividades na área de ensino, uma exigência do governo estadual”, diz Mauro Marzen. Além do convênio com o Siderúrgica, a Famevaço deve assinar nos próximos dias um contrato com a Centrocordis, clínica especializada em doenças cardiovasculares e que também receberia estagiários da Faculdade de Medicina.Bruno Jackson
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