10 de janeiro, de 2009 | 00:00
Usiminas muda foco por causa da crise
Empresa reduz custos para garantir projetos prioritários e expansão
IPATINGA (Com agências) A exemplo de outras grandes indústrias nacionais, a Usiminas está buscando alternativas para reverter ou, ao menos, amenizar os efeitos da crise global sobre suas contas. A siderúrgica ipatinguense, há sete meses sob novo comando do engenheiro Marco Antônio Castello Branco, de 49 anos , fechou o último trimestre de 2008 (outubro/dezembro) com uma queda de 30% das encomendas de aço.Em entrevista nesta semana à imprensa nacional, Castello Branco disse que, no momento, as principais metas da Usiminas são: buscar formas de assegurar seus mercados, investir na sua ampliação, reduzir custos e preservar seu caixa.Uma das primeiras medidas para enfrentar a crise global foi a suspensão temporária do Alto-Forno 1, alternativa para adequar a produção da companhia ao atual ritmo de demanda do mercado siderúrgico. A redução da produção de gusa, embora de apenas 1% da capacidade, ou 90 mil toneladas, vai ajudar a reduzir custos sem alterar o funcionaento da empresa.Por conta da crise global, a siderúrgica de Ipatinga teve que reformular o plano de expansão anunciado no ano passado, de investir US$ 14 bilhões para acelerar o seu crescimento, modernizar a gestão e internacionalizar as operações da empresa no mercado.PrioridadesA reformulação não significa o cancelamento de importantes projetos de expansão da empresa. Mas é uma necessidade de momento, diante da retração do mercado mundial e da falta de crédito. Projetos prioritários foram mantidos, e os demais, adiados.Entre os projetos prioritários estão a construção de uma nova usina para produção de placas em Santana do Paraíso e a transferência do atual aeroporto para Bom Jesus do Galho. Essas obras estão garantidas porque, antes do agravamento da crise, a Usiminas já havia conseguido levantar boa parte dos recursos necessários para viabilizar sua expansãoAs projeções do mercado são de novas dificuldades no primeiro semestre de 2009, o que levou a empresa a mudar um pouco o planejamento para 2009. O foco, voltado para crescimento, mudou para redução de custos e adequação da oferta ao novo patamar da demanda. Não vamos fazer loucuras, pois neste momento o caixa é nosso principal ativo”, resume o presidente.Empresa reúne distribuidoras de aço em uma nova empresaUm dos primeiros projetos da Usiminas em 2009, cuja formatação está em fase de conclusão, é a criação da Usiminas Soluções e Serviços. Trata-se de uma megadistribuidora de aço, que vai unir as outras empresas do grupo (Fasal, Rio Negro e Dufer).A empresa também fez mudanças na área administrativa, como a redução da estrutura organizacional em 40%, a criação de vice-presidências e novas diretorias, além de montar um comitê executivo de 12 diretores, que se reúne duas vezes por mês.Laboratórios ganham prêmio de excelênciaOs Laboratórios de Ensaios Químicos, Mecânicos e Metalográficos da Usiminas deram à empresa o Prêmio Banas Excelência em Metrologia 2008, na categoria Industrial. O Banas” tem grande relevância, por se tratar da única premiação de excelência no país na área de metrologia.O Prêmio Banas avalia critérios como a melhoria contínua, a inovação, o foco no cliente e os resultados obtidos pela empresa dentro de suas estratégias. A premiação será entregue oficialmente no dia 1º de fevereiro, em São Paulo.Para receber o prêmio, a empresa ipatinguense elaborou um relatório de gestão, que foi pré-selecionado, e posteriormente recebeu a visita de avaliadores. De acordo com a empresa, o prêmio tem ainda duas outras categorias: Análise clínica e Serviços de calibração e ensaios.Compra de fábrica de tubos reforça estratégia comercialAté o final do mês que vem, a Usiminas concluirá a compra da fabricante de tubos Zamprogna. O negócio, conforme a siderúrgica ipatinguense, se alinha à sua estratégia comercial de longo prazo, agregando soluções em aço aos clientes e possibilitando a abertura de novas frentes de atuação.A compra, fechada por R$ 160 milhões valor a ser ajustado pelas variações de capital de giro e dívida líquida consolidada até a data do balanço de fechamento , reforça a presença da Usiminas em centros de serviços e inaugura sua entrada na fabricação de tubos.A Zamprogna tem sede em Porto Alegre (RS) e é a maior fabricante de tubos com costura do Brasil e a maior distribuidora independente de aços do país. Em 2007, as vendas da Zamprogna alcançaram 270 mil toneladas e sua receita líquida foi de R$ 723 milhões. Até setembro de 2008, as vendas foram de 246 mil toneladas e a receita líquida de R$ 685 milhões.
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