13 de janeiro, de 2009 | 00:00

Chapas intensificam campanha pelos votos dos metalúrgicos

Wôlmer Ezequiel


Quase 14 mil metalúrgicos, de várias empresas, vão às urnas de amanhã até sábado
IPATINGA – As portarias da Usiminas viveram ontem mais um dia agitado, com panfletagens e troca de insultos entre partidários das duas chapas que disputam as eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), que serão realizadas de amanhã até o próximo sábado (17).Os dois candidatos – o atual-presidente, Luiz Carlos de Miranda, da Chapa 1, e a ex-vice-presidente Marisa Gravina, da Chapa 2 – passaram o final de semana e o dia de ontem em atividades de campanha e reuniões com seus correligionários. Ambos demonstram otimismo com o resultado da votação que começa amanhã.CampanhaCarros de som e bandeiras e camisetas coloridas, com os números das duas chapas, disputavam espaço entre os metalúrgicos em todas as trocas de turnos. Em que pese o acirramento da disputa, até ontem à tarde não havia sido registrado nenhum incidente.Uma das prioridades das duas chapas é fazer com que a eleição tenha o maior número possível de participantes. Quase 14 mil metalúrgicos estão em condições de voto, divididos entre funcionários da Usiminas (4,7 mil); aposentados (3 mil são aposentados da mesma empresa); 2,2 mil são empregados da Usiminas Mecânica e 4.060 pertencem a serralherias, empreiteiras e empresas externas, cujos funcionários também são representados pelo Sindipa.Votação será feita em 12 urnasDoze urnas vão recolher os votos dos operários da Usiminas e empreiteiras e dos aposentados, que amanhã começam a escolher o novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga. A votação começa amanhã e vai até o próximo sábado (17), das 8h às 17h.De acordo com a Comissão Eleitoral, quatro urnas vão funcionar na sede do Sindipa, no bairro Areal, para colher os votos dos aposentados e associados que estiverem afastados do trabalho ou em gozo de benefício previdenciário.Os funcionários da Usiminas e das empreiteiras poderão votar em sete urnas que serão instaladas nas portarias da usina. Haverá, ainda, uma urna itinerante que percorrerá as outras empresas da base territorial do Sindicato, localizadas fora das dependências da usina.
Fotos: Divulgação


A carreata da Chapa 1 acabou se transformando em ato público
Carreatas chamam atenção para as propostas das concorrentesAs duas chapas que disputam a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) fizeram carreatas no fim de semana, dando um impulso às suas campanhas nessa reta final.A carreata da Chapa 1 ocorreu no sábado (10). Com a presença de lideranças sindicais de Minas Gerais e de outros Estados, entre as quais o futuro presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Clementino Tomaz Vieira, a manifestação acabou se transformando num ato contra o desemprego e a crise econômica. “A política de demissões durante a crise é um grande erro. Os trabalhadores são a base da economia. Os patrões precisam adotar uma nova postura diante da crise, que não seja prejudicial aos trabalhadores e à sociedade”, afirmou Luiz Carlos.“A situação atual exige que os trabalhadores tenham lideranças com habilidade para negociar, representatividade política, experiência e firmeza para conduzir a luta em defesa dos seus interesses. Os metalúrgicos de Ipatinga vivem um momento ímpar nesta eleição sindical, porque, além da crise econômica mundial, têm que enfrentar as diretrizes da nova direção da Usiminas, que é uma política agressiva de mercado”, completou Clementino.

A carreata da Chapa 2 percorreu vários bairros de Ipatinga
PropostasNo domingo, foi a vez de a Chapa 2 fazer a sua carreata, que, conforme a candidata, passou por 16 bairros de Ipatinga e também pelo Amaro Lanari, em Coronel Fabriciano. Além de divulgar suas propostas, a chapa de oposição à atual diretoria do Sindipa reforçou a importância de os metalúrgicos comparecerem às urnas de amanhã até sábado (17).“Mesmo o voto não sendo obrigatório, somente as decisões nas urnas poderão mudar o destino dos trabalhadores”, justificou Marisa Gravina. “Vamos trabalhar pelo aumento real de salários, pela equiparação de direitos e remuneração entre os metalúrgicos do Sistema Usiminas e das empreiteiras, e buscar o retorno da quinta letra da semana francesa”, concluiu.
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