14 de janeiro, de 2009 | 00:00
Natal” das papelarias
Consumidores antecipam a compra de material escolar para 2009
Fotos: Paulo Sérgio de Oliveira
Muita gente antecipou as compras, mas ainda assim não conseguiu fugir das enormes filas nas papelarias
IPATINGA Pais e estudantes resolveram ir às compras de material escolar mais cedo neste ano. É o que já se pode perceber em diversas papelarias da região. A quase um mês da volta às aulas, muitas pessoas apressaram a missão de vencer as intermináveis listas de materiais e livros. Nas lojas, após o grande movimento de vendas do Natal e Ano Novo, o empurra-empurra em meio às prateleiras e as longas filas já sinalizam uma boa perspectiva de vendas para começar bem 2009. É o que constata Glauco Bussinger, vendedor de uma papelaria do Centro de Ipatinga.De acordo com o vendedor, geralmente, o aquecimento das vendas de material escolar acontece nas últimas semanas de janeiro. O movimento começou mais cedo. Agora, temos que esperar para ver se as vendas vão aumentar ou são os consumidores que resolveram antecipar a compra. Mas tudo indica que a volta às aulas de 2009 será melhor que a de 2008”, avalia Bussinger.PreçosAlém de janeiro, os meses de fevereiro, dezembro, julho e agosto também registram bom volume de vendas no ramo. Sobre o reajuste de preços em relação ao ano passado, várias papelarias consultadas pelo DIÁRIO DO AÇO garantiram que os valores estão estáveis. A maioria dos produtos está com o mesmo preço desde o ano passado. Alguns sofreram reajuste, mas foi muito pequeno”, declarou o gerente de outra loja.
Ronivon levou a mulher e a filha para a compra na papelaria
A orientação para o consumidor comparar preços antes de dar baixa nos itens da lista continua valendo. O preço de um caderno com 100 folhas, por exemplo, varia de R$ 12 a R$ 20. Já o fichário pode ser encontrado por R$ 20 e até R$ 80.TendênciaPara o supervisor de outra papelaria, Pedro Eldon, o início do ano letivo é o Natal das papelarias”. Ele disse que antecipar as compras de material escolar é uma tendência, porque algumas pessoas preferem liquidar gastos escolares como matrícula, uniforme e material antes de viajar.Outra questão que contribui para esse movimento nas lojas é o fato de as escolas já terem distribuído as listas de materiais visando, inclusive, a substituição de alguns livros em razão da reforma ortográfica da Língua Portuguesa. Desde dezembro, as editoras estão fazendo a troca dos livros”, detalhou Pedro Eldon. De acordo com ele, milhares de pessoas têm passado por sua loja nos últimos dias.Preços variam muitoEm meio a pilhas de livros e acessórios para estudantes, a dona de casa Gretchen Neula da Silva enfrentava ontem a difícil tarefa de comprar material escolar pela primeira vez. A lista da escola de sua filha de 4 anos de idade possui 16 itens e ela considera impossível comprar tudo em um só lugar.
Gretchen: “O preço varia, tem que pesquisar muito”
Com a lista rabiscada e um comparativo de preços nas mãos, Gretchen ensina que a crise financeira requer cuidado. Tem que pesquisar muito. O preço varia de lugar para lugar. Em tempos de crise, temos que evitar endividamento”, frisou, após gastar aproximadamente R$ 70 com a compra.A família do policial militar Ronivon Teodoro de Lima resolveu fazer a escolha em conjunto. Ele saiu de casa acompanhado da sua mulher, Regina Bezerra da Silva Lima, e da filha. Ao contrário de Gretchen, o casal considerou que os preços não estão tão altos. O básico está até barato, mais caro mesmo são os acessórios. Viemos à loja mais cedo para tentar não pegar movimento, mas já está muito cheio”, queixaram-se.Consumidor está mais precavido, diz ProconFABRICIANO - Na hora de fazer as compras de material escolar, o consumidor deve ficar atento para evitar dor de cabeça ou prejuízos. Quem dá as dicas é o coordenador-geral do Procon de Coronel Fabriciano, Celso Barbosa Júnior. A primeira medida deve ser a pesquisa de preços”, recomenda. Outra sugestão é a compra conjunta. Celso Barbosa sugere que os pais de juntem para ir às lojas. A estratégia pode render uma boa economia. Juntos, os pais podem comprar caixa de papéis, de cadernos, enfim, adquirindo os produtos em grande quantidade é possível reduzir o gasto”, resume o coordenador do Procon. Mas, antes de sair de casa, é importante dar uma checada nos materiais usados no ano anterior para fazer um balanço do que pode ser aproveitado”, completa.Outra questão que deve ser observada pelos pais é a segurança dos filhos em relação aos materiais comprados. É bom evitar comprar, por exemplo, borrachas com formatos de frutas e cheiros, porque a criança pode confundir e ingerir o material. O mesmo cuidado vale para a compra de cola, tinta e pincéis”, salienta Celso Barbosa.PressaA pressa dos consumidores detectada nas papelarias neste mês pode custar caro. O Procon orienta as pessoas a comprarem apenas o que é urgente para o início do período letivo. Isso porque a tendência é que em fevereiro os preços caiam.Na hora de passar o material no caixa é preciso escolher bem a forma de pagamento e evitar parcelamento prolongado. Com os juros altos é recomendável evitar o parcelamento em longo prazo da dívida. Mesmo porque neste mês ainda há o IPVA e o IPTU, em algumas cidades, a serem pagos”, frisa Celso Barbosa.O coordenador do Procon de Fabriciano acredita que a antecipação das compras deve-se à precaução dos consumidores no final de ano, diante das incertezas trazidas pela crise financeira. Esse foi considerado o Natal das lembrancinhas. Prova disso é o número de saldões feitos na região. As pessoas estão mais precavidas e, por isso, têm condições de antecipar essas compras”, conclui Celso Júnior.
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