14 de janeiro, de 2009 | 00:00
Manifestação popular intensificada
PT e partidos aliados pedem respeito ao resultado das urnas em Ipatinga
Fotos: Paulo Sérgio de Oliveira
O ato público de ontem reuniu mais de mil pessoas no Centro de Ipatinga: mobilização ampliada com lideranças regionais
IPATINGA Mais de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, compareceram à manifestação organizada por membros do PT e partidos aliados, intitulada Respeite o meu voto”, na tarde de ontem, na Praça 1° de Maio, no Centro. O objetivo da mobilização é fazer cumprir o resultado das eleições de 2008. O primeiro colocado foi Chico Ferramenta (PT) (vice, Lene Teixeira), mas o registro da candidatura dele está sub judice. Por força de liminar do Tribunal Superior Eleitoral, o segundo colocado, o atual prefeito Sebastião Quintão (PMDB), foi empossado. Essa foi a terceira mobilização feita na cidade com a mesma finalidade.Na tarde de ontem, o evento contou com a presença de representantes do PT nacional, de prefeitos e vereadores petistas da região, além de deputados estaduais e dos deputados federais Virgílio Guimarães e Leonardo Monteiro. A tônica do encontro foi prestar solidariedade ao prefeito e vice eleitos e também reaquecer a militância” na cidade.Mobilização O secretário de Comunicação do PT nacional, Gleber Naime, ressaltou a necessidade de mobilização da opinião pública em relação à situação política da cidade. Isso é uma subversão da democracia. O partido está mobilizando a sociedade, partidos aliados, igrejas e comunidades para que lutem pela justiça”, declarou. A prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara, disse que veio à manifestação para prestar solidariedade ao prefeito eleito. Este ato é para pedir que seja respeitada a vontade do povo. Esperamos que isso não vire moda, pois é ruim para a democracia. Estou acompanhando o processo pela imprensa e vim demonstrar minha solidariedade”, afirmou.O deputado federal e vice-presidente do PT estadual, Leonardo Monteiro, reforçou a necessidade de mobilizar a militância em Ipatinga. É um absurdo o que está acontecendo aqui. Viemos trazer energia positiva para a nossa militância continuar firme. Não podemos baixar a guarda agora. É preciso garantir a mobilização dos militantes de Ipatinga para que a Justiça possa escutar eco da população”, destacou. Continuidade A vice-prefeita eleita Lene Teixeira afirmou que a direção do PT ipatinguense continuará com as manifestações. Todos os apoios que recebemos estão sendo valorizados, inclusive um abaixo assinado em defesa do voto e da democracia está em andamento. A indignação do povo é muito grande e não podemos ficar calados em casa. A manifestação popular tem que ganhar as ruas e é isso que vamos fazer”, ressaltou.Ainda de acordo com Lene Teixeira, a população tem cobrado a realização de mobilizações. Durante a campanha, as pessoas receberam incentivo para votar e agora estamos sendo cobrados pela população. Alguns eventos serão conduzidos por nós e outros pela própria população, mas estaremos à disposição para esse trabalho. Vamos continuar com a mobilização e acredito que teremos novidades nos tribunais”, enfatizou.
Chico Ferramenta Acreditamos na Justiça”Diante da indecisão política, como está sua expectativa em relação ao cumprimento do voto popular?Nossa equipe de advogados trabalha para fazer valer a vontade popular e respeitar a Constituição brasileira. Tivemos a maioria dos votos, fui diplomado ao lado da Lene e queremos garantir a nossa posse. Ipatinga não pode ficar nessa situação de indefinição. Infelizmente, essa reversão aconteceu na véspera do recesso dos tribunais. Espero que assim que eles retornarem, em fevereiro, possamos garantir nossa posse e fazer valer a vontade popular. Caso a Justiça determine uma nova eleição em Ipatinga, o Sr. está preparado para enfrentar novo pleito?Não discutimos isso. Apenas a nossa posse. Só trabalhamos com essa hipótese. A nossa manifestação de hoje (ontem) é para reafirmar que acreditamos na Justiça.O que tem a dizer aos eleitores que votaram no Sr., acreditando que seria empossado?Nós não contávamos jamais com essa decisão de última hora e isolada. Recorremos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que é guardião da Constituição, onde está escrito que ninguém pode ser condenado sem direito de defesa. Não fui condenado. Tive direito de ser candidato, tanto que meu nome estava nas urnas, e nós confiamos nisso.
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