15 de janeiro, de 2009 | 00:00
Timóteo em alerta contra a dengue
Índice de infestação da doença no município é quatro vezes maior do que o aceitável pela Funasa
TIMÓTEO Timóteo apresenta um alto risco de epidemia de dengue, conforme alerta lançado nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde. O novo Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) divulgado é de 4,2, bem acima do considerado aceitável pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que é de 1. Ipatinga, Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso ainda estão realizando as amostragens e deverão divulgar os respectivos LIRAa na próxima semana.Para a verificação do índice em Timóteo, 25 agentes sanitários foram a campo na semana passada e encontraram cerca de 50% dos focos em depósitos como móveis, vasos, frascos, pratinhos e bebedouros de animais. Outros 16% foram encontrados em pneus e outros materiais volantes (encontrados, em ferro-velho, por exemplo), 10% estão em caixas-dágua e o restante em outros resíduos.DefesagemEm entrevista à imprensa, o secretário de Saúde, José Fernando Moreira Peixoto, confirmou a contratação de 35 novos agentes nos próximos dias. Com os desligamentos que tiveram de ser feitos no final do ano, o quadro dos funcionários que atuam no Plano Nacional de Combate à Dengue está defasado”, pontuou o secretário, referindo-se às demissões determinadas pela Justiça no final de dezembro, que atingiram principalmente o quadro de agentes sanitários.Apesar do alto índice, Peixoto chamou a atenção para o fato de o LIRAa ter sido realizado em um período chuvoso, o que contribui para a elevação dos números. Se levarmos em consideração que no último levantamento realizado em outubro, numa estação seca, o índice foi de 3,3, confesso que temíamos que o atual LIRAa fosse ainda maior do que os 4,2”, admitiu o secretário de Saúde. A Prefeitura vem fazendo sua parte, mas é preciso o envolvimento de toda a comunidade para a eliminação dos focos transmissores da doença. Toda a cidade deve estar em alerta”, conclamou.Em Timóteo, durante 2008, foram registradas 681 notificações de casos suspeitos da doença, sendo que 188 foram confirmados através de exames laboratoriais e outros dois casos ainda aguardam os resultados conclusivos.Bairros com maior risco Getúlio Vargas (antigo Garapa) 40% Quitandinha 18%Vila dos Técnicos 18%Santa Terezinha 17%John Kennedy 14%Nova Esperança 11% Combate a caramujos africanos é ampliadoO secretário José Fernando Peixoto salientou que, além da dengue, outro motivo de preocupação para a Secretaria de Saúde são os caramujos africanos, que se proliferam em lugares úmidos e podem hospedar bactérias e vírus variados. A dificuldade em combatê-los é porque não há um predador natural”, afirmou. Doenças de pele, dermatite de contato, disenterias e outras são algumas das doenças que podem ser transmitidas pelo caramujo infectado. Conforme adiantou o secretário, nesta sexta-feira (16), das 7h às 13h, será feita uma ação voltada para coleta dos caramujos e também um trabalho de conscientização, especialmente junto aos moradores da localidade denominada Ocupação do Limoeiro, onde houve grande registro de notificações do molusco. Estado anuncia novas estratégias para 2009DA REDAÇÃO - Novas ações de combate à dengue foram anunciadas, nesta semana, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Entre as medidas divulgadas está a elaboração de um plano de contingência de assistência, visando garantir atendimento eficaz à população e um diagnóstico rápido da doença. Outra importante ação a ser executada é a mobilização da sociedade civil, que será feita, principalmente, por meio dos veículos de comunicação e ainda pela convocação de parceiros, como Corpo de Bombeiros, Detran, Exército, Copasa, entre outros. Os últimos resultados do Levantamento de Infestação Rápido, um sistema de verificação domiciliar por amostragem que revela o índice de infestação da larva do mosquito Aedes aegypti, é uma das razões para que Minas reforce a necessidade de combater a doença. Outro motivo são as chuvas torrenciais ocorridas recentemente em todo o Estado, que geraram novos depósitos da larva do mosquito, fazendo com que todo o trabalho preventivo seja realizado novamente.A curva endêmica dos últimos anos mostra que, nos meses de março e abril, geralmente ocorre o maior número de notificações. Em 2008, por exemplo, houve cerca de 78 mil casos, sendo que 45 mil foram notificados nesses dois meses. Treinamento A qualificação dos profissionais de saúde é uma das principais atividades a serem realizadas. Estão programadas por meio de videoconferência para técnicos das Gerências Regionais de Saúde (GRS), inclusive no Vale do Aço. Já no próximo dia 21, está programado o primeiro treinamento para abordar leptospirose e dengue, em virtude do período chuvoso.78 mil casos registrados no ano passadoNo ano passado, houve 78.159 casos de dengue notificados em Minas Gerais. Deste número, 43 foram confirmados como sendo de dengue hemorrágica, causando quatro óbitos. Outros 170 casos de doença tiveram complicações e resultaram em três mortes. Os cinco municípios com maior incidência de casos notificados foram, respectivamente, Belo Horizonte, Contagem, Ponte Nova, Sete Lagoas, Montes Claros e Ipatinga. Para combater a dengue, o Ministério da Saúde liberou R$ 128 milhões para auxiliar Estados e municípios nas ações. Deste valor, R$ 15 milhões vieram para Minas, sendo que 80%, R$ 12 milhões, foram investidos nos 85 municípios considerados prioritários, entre eles Belo Horizonte, Betim, Contagem, Governador Valadares, Ipatinga, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia.Secretaria confirma dois casos de maláriaA Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta semana dois casos suspeitos de malária em Timóteo. Conforme o Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVB), o primeiro paciente, que deu entrada no último dia 2, se recupera bem após receber os atendimentos necessários, e está em vias de receber alta. O homem de 52 anos é residente em Jaguaraçu. O segundo paciente deu entrada no hospital na tarde da última segunda-feira (12). O homem, de 56 anos, é natural de Rondônia e estava na cidade em visita a parentes. De acordo com a Secretaria do HMVB, o paciente era reincidente da doença e já chegou ao atendimento afirmando estar com a doença, uma vez que conhecia todos os sintomas. Após avaliação clínica, foi constatado quadro estável do paciente.
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