16 de janeiro, de 2009 | 00:00

Demissões na PMI

Câmara e sindicatos cobram mais transparência

Alex Ferreira


Sindicalistas foram pedir intervenção da CMI nas demissões de servidores
IPATINGA – A Câmara Municipal vai solicitar informações sobre quantas demissões foram feitas no serviço público de Ipatinga e quais os critérios utilizados para estas demissões. Com a resposta, o Legislativo espera mapear a forma das exonerações, o porquê, como o governo municipal recolocará estas vagas e como ficarão os aprovados em concursos públicos anteriores e não chamados até agora. A decisão foi anunciada ontem à tarde pelo presidente da Câmara, Robson Gomes (PPS), após reunião com a bancada petista e os vereadores Roberto Carlos (PV), José Geraldo Amigão (PV) e Maria do Amparo (PDT).Os vereadores ouviram do secretário do Sindicato dos Servidores Municipais (Sintserpi), Geraldo Campos, e da coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Feliciana Saldanha, que as demissões vão além do previsto pelo Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado no ano passado entre o município e o Ministério Público. Os sindicatos estimam que 65 servidores foram demitidos até ontem. “Nossa única fonte de levantamento é o exame demissional desses servidores”, informou Geraldo Campos.Nova discussãoPara Robson Gomes, as demissões agravam os efeitos da crise financeira, que já atinge a indústria. O vereador acrescentou que os cortes atingem profissionais que trabalham há muitos anos na Prefeitura e que agora estão desempregados, sem qualquer requalificação.O vereador Agnaldo Bicalho (PT) foi mais longe e defendeu uma nova discussão com o MP para suspender as demissões. “A bancada petista ainda reitera que há perseguição, porque exatamente os petistas, os que se mostraram insatisfeitos com a atual gestão, foram os primeiros a serem exonerados”, disse o petista Sebastião Guedes.Na área da educação não há contratados por meio da função pública, mas a dirigente do Sind-UTE, Feliciana Saldanha, afirmou que a situação não é menos preocupante, porque as aulas recomeçam dentro de 15 dias e há aproximadamente 150 contratações temporárias. “São professores substitutos que estão sendo mandados embora, e sem eles o início das aulas fica comprometido”, insistiu a sindicalista.Prefeito avisa que medida atingirá 1.347 servidoresA entrevista na Câmara Municipal mal havia acabado e o prefeito Sebastião Quintão (PMDB) chamou a imprensa para apresentar sua versão sobre as demissões. Quintão reafirmou que obedece a uma questão legal, ao demitir os não concursados e chamar os que foram aprovados em nove concursos realizados até agora pelo município.O prefeito também afirmou entender como “normais” as acusações de adoção de critérios partidários nas demissões. “Há uma atmosfera favorável ao surgimento de pessoas que querem aproveitar o momento político”, resumiu. Quintão acrescentou que, na medida do necessário, o município pode fazer novos concursos públicos, de acordo com a avaliação da necessidade em cada secretaria. O prefeito também confirmou que, caso receba ofício da Câmara com pedido de explicações sobre demissões, vai enviar um representante para prestar os esclarecimentos.
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