18 de janeiro, de 2009 | 00:00
Luiz Carlos ganha de novo no Sindipa
Fotos: Nivaldo Resende
Após a divulgação do resultado, Luiz Carlos foi carregado no auditório do Sindipa
IPATINGA Luiz Carlos de Miranda Faria, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), ganhou mais quatro anos de mandato. Pouco antes das 20h de ontem, ele foi proclamado o vencedor da eleição realizada desde a última quarta-feira (14). Como candidato da Chapa 1, Luiz Carlos obteve 65,82% dos votos, mais que o dobro dos votos dados à Chapa 2, encabeçada pela ex-vice-presidente da própria entidade e ex-vice-prefeita Marisa Gravina.O clima foi de absoluta tranquilidade no último dia da eleição e na apuração. Desde a chegada das urnas à sede do Sindipa, por volta das 17h30, os integrantes e partidários da Chapa 1 já faziam festa pelos corredores da entidade. Ninguém da Chapa 2 apareceu na sede do sindicato, mantendo a estratégia de afastamento desde o primeiro dia da votação, sob a alegação de irregularidades no pleito.ApuraçãoÀs 18h, as urnas foram levadas para o auditório da entidade, onde o coordenador do pleito, o sindicalista paulista Paulo Rogério deu início aos trabalhos, indicando como escrutinador oficial o sindicalista paranaense Clementino Tomáz Vieira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).Nas mesas apuradoras, sindicalistas como Carlos Albino, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (GO), Josinaldo José de Barros, o Cabeça”, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, e Carlos Augusto, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
A apuração dos votos, no auditório do Sindipa, terminou pouco antes das 20h de ontem
Entre aqueles que, no auditório, acompanharam a apuração, estavam o superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Álisson Paixão de Oliveira Alves, o sindicalista Cláudio Silva, secretário-geral do Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre (RS), Geraldino Silva, secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri e os vereadores Nivaldo Querubim, de Coronel Fabriciano, e Maria do Amparo, de Ipatinga.FestaFaltavam três minutos para as 20h quando foi divulgado o resultado oficial. Dos 4.342 associados do Sindipa que compareceram às urnas, 2.858 (65,82%) votaram na Chapa 1. A Chapa 2 recebeu 1.340 votos (30,86%). Houve ainda 74 votos em branco e 70 nulos. Os votos colhidos separadamente, como não influiriam no resultado, e por consenso entre os coordenadores do pleito e da apuração, não foram computados.Luiz Carlos Miranda foi reeleito para um novo mandato de quatro anos (2009-2013). Após a proclamação do resultado, a festa tomou conta do Sindipa, com direito a música e comemoração na pátio da entidade.Passada a eleição, metalúrgicos pedem mudanças na prática sindicalA votação para escolha da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) transcorreu sem grandes anormalidades ontem, no último dia do pleito iniciado na última quarta-feira (17).Nas seções de votação instaladas nas portarias da Usiminas nos bairros Cariru e Bom Retiro, quem saía ou chegava para os turnos de trabalho tinha que enfrentar filas para votar. Como eram muitas as mesas receptoras, a conferência dos documentos e o voto eram logo resolvidos.A segurança reforçada serviu apenas como prevenção. O clima foi de normalidade também nas seções instaladas na sede do Sindipa, no bairro Areal, onde foram colhidos votos de aposentados, pensionistas e metalúrgicos afastados do serviço.Os locais de votação receberam, durante todo o dia, metalúrgicos que ainda não tinham votado e que aproveitaram a tranquilidade da manhã de sábado para fazer a escolha da representação sindical. Nas entrevistas, metalúrgicos deixaram claro os pedidos de mudança na prática sindical.ENQUETE:
Paulo Sérgio de Oliveira
Independente de quem ganhar, deverá entender que o momento exige novos métodos. Do outro lado, mudou quem negocia e o sindicalismo não poderá continuar o mesmo.”Wagner Gonçalves, Bom JardimEstou de férias, mas vim votar, apesar da falta de transparência nesse processo. Entendo que a representatividade sindical é indispensável, mas a prática tem que mudar, da formação da chapa até a negociação.”Luiz Carlos Soares, Jardim PanoramaSou aposentado há 13 anos e enfrento uma defasagem de 50% no benefício. É preciso que o sindicato olhe mais para o aposentado e ajude a resolver questões como essa. A vida continua quando o trabalhador sai da ativa.”Joaquim Mendes Leão, Cidade NobreConsidero essencial o atendimento do Sindicato e os serviços que presta aos trabalhadores, pensionistas e aposentados. Seja lá quem vencer, terá o dever de manter todas essas atividades.”Arlete de Paula, Amaro LanariA questão da representatividade sindical tem interesses maiores do que muitas pessoas imaginam. Os trabalhadores deveriam acompanhar mais as disputas e a lógica da política sindical, até para cobrar de forma correta.”Ézio Pereira, Bom Retiro
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