18 de janeiro, de 2009 | 00:00

Amaro Lanari sem telefone e internet

Moradores de conjunto habitacional lutam, há três meses, por linha telefônica para sair do “isolamento”

Fotos: Paulo Sérgio de Oliveira


Lindauro: jogo de empurra deixa os moradores incomunicáveis
FABRICIANO – Desde que o conjunto habitacional Amaro Lanari Júnior, no bairro homônimo, foi inaugurado, há três meses, 120 apartamentos estão sem telefones e, consequentemente, internet. O conjunto, construído para funcionários da Usiminas, possui ao todo 160 apartamentos.A maioria dos condôminos está revoltada com a Oi/Telemar, que, a princípio, não estaria disposta a instalar a linha telefônica em cada prédio do conjunto do bairro Amaro Lanari. Cansados de reclamar com a empresa de telefonia, alguns moradores entraram em contato com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).“A Oi quer que nós façamos a ligação da rede interna de telefone de todos os prédios, mas a Anatel nos informou que a responsabilidade pela ligação dos cabos de transmissão entre a caixa de distribuição e a entrada geral de alimentação de telefone é da operadora. Isso está previsto na Resolução 426 da Agência. Mas a Oi se recusa a fazer o procedimento e, enquanto isso, estamos ilhados, sem comunicação”, protesta o técnico em segurança Marcelo Souza Pereira, 30.Lindauro Gomes Júnior, um dos síndicos do conjunto habitacional Amaro Lanari Júnior, diz que a Oi enviou um técnico ao local para avaliar a situação, mas a empresa teria mantido seu posicionamento de que a responsabilidade de providenciar a ligação da rede interna de telefone de todos os prédios é dos seus respectivos moradores.

Marcelo diz que a estrutura para a rede telefônica já está pronta
Empurra-empurraA Oi também teria alegado que a CCM, construtora do conjunto Amaro Lanari Júnior, teria a responsabilidade de providenciar as caixas de telefones em cada prédio. “Em todos os contatos que a gente faz, a Oi alega que a construtora é que tem a obrigação de fazer a ligação interna dos cabos de telefone. Mas a CCM afirma que deixou toda a estrutura montada. A ligação não é de sua responsabilidade”, queixa-se o metalúrgico Amarildo da Silva, 38.Moradores recebem cobrança indevidaOutro problema que tem afetado os moradores do conjunto habitacional Amaro Lanari Júnior é a cobrança indevida de contas de telefone e de internet. O torneiro mecânico Amarildo da Silva, que possuía assinatura da internet Oi Velox em seu endereço anterior, continua recebendo boleto cobrando pelo serviço, indevidamente. “Aqui não tem internet. Como a Oi pode continuar me cobrando pela assinatura? Já comuniquei que estou em um endereço que não possui o serviço, mas a operadora continua me enviando a conta. Isso é um absurdo”, protesta Amarildo da Silva.O morador Marcelo Souza Pereira também enfrentou problema com a conta de telefone. Mesmo sem o serviço, ele chegou a receber duas faturas. “Recentemente, a Oi enfim reconheceu seu erro absurdo e vai me ressarcir do valor cobrado. Mas como uma operadora desse porte pode nos enviar conta de telefone sem sequer contarmos com o serviço?”, questiona Marcelo Pereira.O DIÁRIO DO AÇO tentou entrar em contato com a Oi para que a empresa se posicionasse acerca das reclamações dos moradores do conjunto Amaro Lanari Júnior. Contudo, até o final da tarde de ontem, não foi possível estabelecer contato com a operadora.
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