20 de janeiro, de 2009 | 00:00

Liberdade de escolha

Consumidores começam a usar portabilidade numérica na região

Divulgação


Os consumidores podem trocar de operadora quantas vezes quiserem
IPATINGA – A lei da portabilidade numérica, um dos avanços do atual governo na área de telefonia, finalmente chega ao Vale do Aço e às outras regiões com DDD 31. Depois de esperar por muito tempo para poder migrar de operadora sem perder o número do celular ou fixo, os consumidores já começaram a procurar as lojas para fazer a operação logo no primeiro dia em que a regra começou a valer na região.Na maioria das lojas de telefonia do Vale do Aço, os funcionários estão munidos de informações para orientar os clientes, numa outra frente de disputa pelos consumidores. Em apenas uma delas, no centro de Ipatinga, a reportagem encontrou funcionários despreparados, que alegaram iniciar o trabalho somente a partir de hoje, após treinamento.ChipEm outra loja de telefonia, o vendedor Leandro Gonçalves Silva informou, no início da tarde, que até aquela hora, apenas dois pedidos de troca de operadora tinham sido feitos. “A procura está alta, mas acredito que o processo será tranqüilo, uma vez que somos o último DDD atendido no Estado. Então, o que eles tinham que aprimorar no sistema já foi aprimorado”, declarou o vendedor. “A maioria das pessoas ainda está se inteirando sobre o procedimento para fazer a troca.”Leandro Gonçalves explicou que no caso do telefone pré-pago é necessário adquirir um chip da operadora para a qual o consumidor pretende migrar. O valor varia de R$ 10 a R$ 15, dependendo da empresa. No pós-pago, dependendo do plano, não é necessário adquirir outro chip.ContratosAs empresas de telefonia que atendem os municípios do Vale do Aço - Oi, Vivo, Tim e Claro - não cobram taxa pelo serviço. Após a aquisição do novo chip, o processo de migração exige que o telefone do cliente fique duas horas incomunicável. “A pessoa não receberá nem chamadas nem recados pela caixa postal. O cliente escolhe o período em que vai ficar sem comunicação”, detalhou Leandro.O prazo para a troca de operadora é de cinco dias úteis. No caso de cancelamento da migração, o consumidor tem dois dias úteis para anular a operação. No caso de telefone pré-pago, a migração pode ser feita quantas vezes a pessoa quiser. Para o pós-pago é preciso respeitar prazos contratuais para evitar multas.Os clientes cujos telefones celulares possuem ainda o antigo sistema DTMF devem, primeiro, ir à sua atual operadora para transferir o sistema para chip, antes de solicitar a migração. Após a mudança vem uma dificuldade: saber para qual operadora você está ligando. Para solucionar o problema as operadoras possuem toques diferenciados.Contrato atual deve ser respeitado, avisa AnatelDe acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a portabilidade não altera as disposições contratuais firmadas com a operadora atual. A portabilidade de uma operadora para outra implica na rescisão contratual com a primeira.O contato para solicitação da portabilidade deverá ser feito, sempre, com a operadora de serviço para a qual o usuário deseja se transferir. Não é necessário avisar à operadora de origem a intenção de mudar de prestadora do serviço. Após conclusão, a sua linha é automaticamente cancelada na operadora de origem e o número é ativado na nova operadora.
Polliane Torres


Gleidson esperou três anos para mudar de operadora e manter o número
Mudança em resposta à ‘enrolação’ de empresaEmbora ainda seja uma novidade, a portabilidade numérica para a telefonia foi bem recebida por consumidores ouvidos ontem pelo DIÁRIO DO AÇO. Muita gente aguardava a mudança para poder migrar de número, e agora as operadoras terão que se esforçar ainda mais para atrair e manter clientes.O operador Gleidson do Carmo, 26, é um dos que esperaram por muito tempo para trocar de operadora, mas mantendo o número antigo. “Estou com o mesmo número há três anos. Agora temos mais liberdade. Como a minha operadora me enrola muito, vou trocar. Essa novidade foi boa demais”, comemora Gleidson.Procon espera redução de reclamaçõesFABRICIANO - A portabilidade numérica pode ser uma das soluções para diminuir as inúmeras reclamações feitas pelos consumidores contra as operadoras de telefonia. O coordenador geral do Procon de Coronel Fabriciano, Celso Barbosa Júnior, acredita que, como a mudança é uma opção do cliente, as reclamações não deverão aumentar diante da nova medida. Na sua avaliação, as queixas deverão ser reduzidas a questões como dificuldades com sistema e mau atendimento de funcionários.Celso Barbosa chama a atenção dos clientes do sistema pós-pago, uma vez que eles possuem um contrato com a operadora atual. “O usuário do pós-pago não vai poder migrar sem pagar multa de rescisão de contrato, caso o período de duração ainda não esteja vencido. Ou a pessoa paga a multa ou espera o término do contrato”, frisou o coordenador do Procon de Fabriciano. Ele também orienta os consumidores para a documentação. “O serviço pode ser negado por falta de documento.”Uma das modalidades muito usadas na região são pacotes que incluem telefonia fixa, móvel e internet. Nesses casos também é possível trocar o número, mas, de acordo com Celso, é preciso verificar as cláusulas contratuais para ver se a mudança compensa financeiramente. “Talvez a pessoa tenha que pagar a internet à parte o que pode não ser vantajoso”, alertou.
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