22 de janeiro, de 2009 | 00:00

Anatel não resolve problema de moradores do Amaro Lanari

Paulo Sérgio de Oliveira


A espera pela viabilização da linha telefônica no conjunto Amaro Lanari Júnior, já dura três meses
FABRICIANO – Apesar das reclamações de dezenas de moradores, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não considera que a instalação da rede interna de telefone nos prédios do conjunto habitacional Amaro Lanari Júnior, em Coronel Fabriciano seja de responsabilidade da operadora Oi.Desde a inauguração do conjunto habitacional, há três meses, 120 apartamentos estão sem linha telefônica e, consequentemente, sem internet. A Anatel, por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou ao DIÁRIO DO AÇO que a responsabilidade da operada é pela instalação da rede externa, isto é, da estrutura necessária para que os cabos telefônicos sejam puxados para cada apartamento. “Todas as regulamentações relativas à instalação de linha telefônica estão expressas na Resolução 426 da Anatel”, frisou a assessoria.No seu artigo 72, a Resolução diz que “o assinante é responsável pela instalação e pelo funcionamento adequado da rede interna, de acordo com os princípios de engenharia, as normas técnicas vigentes, assim como com as orientações e especificações técnicas que constarem do contrato de prestação do serviço firmado com a prestadora”.O DIÁRIO DO AÇO também procurou a Oi para questionar sobre a situação dos moradores do conjunto Amaro Lanari. Contudo, a Assessoria de Imprensa da operadora disse que está levantando as informações solicitadas e prometeu prestar um esclarecimento formal somente nesta quinta-feira.JustiçaDe acordo com Clóvis Eduardo Natanael, subsíndico em um dos prédios do Residencial Amaro Lanari Júnior, a Oi teria prometido instalar as linhas internas de telefones, o que acabaria com o martírio dos moradores. Clóvis desconsidera o posicionamento da Anatel e ameaça acionar a Justiça, juntamente com os vizinhos, se o dilema continuar.“Já estamos esperando há três meses. A Oi pediu mais 60 dias para avaliar nossa situação. Até lá, já serão cinco meses sem telefone e internet. Se nada for resolvido, estamos estudando a possibilidade de entrarmos na Justiça para resolver o problema”, afirmou Clóvis.
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