24 de janeiro, de 2009 | 00:00
Trabalhadores ameaçam parar Sá Carvalho por melhores salários
TIMÓTEO Os trabalhadores da Usina de Sá Carvalho rejeitaram, por unanimidade, a primeira proposta da Cemig para o acordo coletivo de trabalho 2009. A decisão foi tomada em assembléia realizada na última quarta-feira (21).De acordo com o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro), os funcionários de Sá Carvalho entenderam que a proposta apresentada pela empresa não atende aos anseios da categoria e foram muito inferiores às conquistadas no acordo salarial dos trabalhadores da Cemig.O Sindieletro denunciou a retirada de conquistas dos trabalhadores desde que a usina de Sá Carvalho que pertencia à antiga Acesita, atual ArcelorMittal Brasil Inox foi comprada pela Cemig, em 2000. Para se adequarem aos parâmetros da Cemig, eles tiveram seus salários reduzidos e perderam conquistas como o retorno de férias equivalente a uma remuneração. Além disto, o percentual de remuneração das horas extras também é inferior.DissídioApesar de a Usina de Sá Carvalho ser uma das empresas mais rentáveis do grupo Cemig, os benefícios oferecidos aos seus funcionários, conforme o Sindieletro, não acompanham os do restante da categoria e a empresa se nega a garantir um acordo coletivo único.Os funcionários de Sá Carvalho reclamam que enfrentam uma difícil negociação do acordo salarial, que, há três anos, culmina em dissídio coletivo, impondo perdas significativas em relação ao acordo praticado para os trabalhadores da Cemig.Sindicato e Cemig voltam a negociar na próxima semanaO Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro) e a Cemig/Sá Carvalho voltam à mesa de negociações na próxima segunda-feira (dia 26). As duas partes têm reunião marcada para as 10h30, quando a empresa apresentará uma nova proposta salarial.A expectativa do Sindieletro é positiva. Os trabalhadores esperam conquistar um acordo que amenize as perdas impostas nos últimos anos de negociação. Do contrário, o Sindicato adverte que os eletricitários estão mobilizados, inclusive com indicativo de paralisação das suas atividades caso a proposta da Cemig não apresente avanços.
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