27 de janeiro, de 2009 | 00:00
Moradores da rua Paracatu cobram solução da Copasa
Fotos: Paulo Sérgio de Oliveira
Apesar da proibição do tráfego de carros pesados, moradores reclamam do perigo trazido pelos veículos
FABRICIANO Moradores da rua Paracatu, no bairro Universitários, em Coronel Fabriciano, onde um deslizamento de terra, no início do mês, comprometeu a estrutura da via, ainda esperam uma solução para o problema. Após o incidente, a Prefeitura Municipal elaborou um laudo técnico que apontou a Copasa como responsável pelo deslizamento.O gerente do Distrito da Microrregião do Médio Piracicaba da concessionária, Gildo Batista Inês, informou que a empresa dará um retorno sobre o caso até a próxima sexta-feira (30). Ainda não temos um posicionamento. Estamos avaliando os dados, e até sextafeira definiremos nossa ação”, afirmou o gerente.O dilema na rua Paracatu começou em janeiro de 2007, quando um deslizamento de terra, próximo ao n° 139, quase soterrou uma idosa e deixou duas famílias desabrigadas. O acidente teria sido provocado pelo rompimento de um cano da rede da Copasa. Há mais de um ano, os moradores que foram desalojados por causa do problema com a rede da Copasa moram em um hotel, com as despesas pagas pela empresa. Os moradores que continuam na rua aguardam, inquietos, por uma solução para o caso.DesvalorizaçãoO fato de metade da rua Paracatu estar comprometida interfere na rotina dos moradores, que temem a possibilidade de a rua acabar. A técnica em enfermagem Aline Keila, que mora em frente ao barranco danificado, disse que os imóveis da rua estão desvalorizados. O trânsito de carros está restrito, temos medo de o barranco levar o resto com essa chuva que não dá uma trégua e de a rua acabar”, afirmou.A rede destruída em 2007 foi refeita, do outro lado da rua. Mas o tráfego de carros pesados, que é proibido, preocupa os moradores. A professora Lucimar Duarte Vieira teme que a nova rede não suporte a carga dos veículos e danifique as casas. Além disso, a rua termina onde fica um escadão, e se ela for destruída os moradores de lá ficarão isolados”, advertiu a professora.
Ana Maria da Silva tem medo de ver a estrutura de sua casa comprometida
Famílias ameaçam acionar a JustiçaOs moradores da rua Paracatu esperam que a novela sobre a responsabilidade dos estragos causados em várias casas termine logo, mas avisam que, se nada for feito, a Justiça será acionada. A Copasa, a empreiteira e a Prefeitura ficam nesse jogo de empurra. Mas é melhor eles chegarem a um acordo logo para a construção de uma contenção do barranco. Senão, vamos tomar as devidas providências”, ameaçaram.A dona de casa Ana Maria da Silva, que mora em frente ao barranco, disse que tem medo de sua casa ser afetada. Fico apreensiva. Se esse deslizamento avançar muito pode comprometer a minha casa, e se algo acontecer, não tenho para onde ir. Em dias de chuva nem durmo à noite, com medo do pior”, contou dona Ana.O Secretário de Obras e Serviços Urbanos de Coronel Fabriciano, Galba Gomes, disse que também aguarda o retorno da Copasa sobre o caso.
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