27 de janeiro, de 2009 | 00:00

Região sob risco de surto de dengue

Ipatinga, Fabriciano e Timóteo entre os “campeões” de focos de Aedes Aegypti em Minas Gerais

Arquivo/DA


Apesar dos esforços do poder público, a luta contra a dengue depende também da população
IPATINGA – O Vale do Aço corre o sério risco de enfrentar, em breve, um surto de dengue. O alerta, feito pelas prefeituras da região, foi reforçado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), com a divulgação da relação dos 25 municípios cujos índices de infestação do mosquito transmissor da doença estão mais elevados.O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) em Minas Gerais, cujo resultado foi anunciado ontem pelo governo do Estado, mostra que as três principais cidades do Vale do Aço – Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo – “encontram-se em situação de risco de surto de dengue”, com índices superiores a 3,9%.As outras cidades mineiras com maior número de focos do mosquito Aedes Aegypti são Belo Horizonte, Governador Valadares, Montes Claros, Sete Lagoas e Vespasiano. Outras 13 cidades estão em “situação de alerta”, apresentando indicadores entre 1% e 3,8%.InteriorNo interior do Estado, de acordo com os números da Secretaria de Estado da Saúde, o maior índice de focos do mosquito da dengue foi constatado em Governador Valadares: 8%. Em seguida vêm Coronel Fabriciano (6,9%), Ipatinga (6,8%), Montes Claros (4,7%), Sete Lagoas (4,5%) e Timóteo (4,2%).O gerente de Vigilância Ambiental da SES, Francisco Lemos, esclareceu que esses índices são médias de cada município, “o que significa que em cada um há regiões com maior e menor infestação e que estes locais devem ser divulgados para a população pelas prefeituras, inclusive com os principais criadouros”.DepósitosA pesquisa do LIRAa, que é uma verificação domiciliar feita por amostragem sobre o índice de infestação da larva do Aedes aegypti, são realizadas três vezes ao ano, sendo que a primeira acontece em janeiro, a outra na segunda quinzena de março e a terceira é realizada da segunda quinzena de outubro até a primeira quinzena de novembro.Por meio do LIRAa é possível saber, por exemplo, que os depósitos predominantes na região são os de tipo B (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais etc), os D2 (lixo e outros resíduos sólidos) e os tipo C (calhas, lages, ralos, sanitários em desuso etc).Problema maior está dentro das residênciasApesar dos esforços das autoridades de saúde, o sucesso da luta contra a dengue depende, principalmente, do apoio da população. Os levantamentos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que 85% dos focos de dengue estão nas residências das pessoas.A orientação da SES aos municípios é para que reforcem as campanhas educativas e de apoio popular. “Temos que nos envolver diretamente e buscar fazer o mesmo em casa, com amigos, vizinhos, formar uma grande rede de mobilização social”, conclama Francisco Lemos, da SES.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário