05 de fevereiro, de 2009 | 00:00
Concorrência estabiliza preços dos combustíveis
Bruno Jackson
A comparação entre os preços nas bombas pode ajudar a economizar na hora de encher o tanque
IPATINGA A concorrência é o principal motivo que levou os postos de combustíveis do Vale do Aço a não repassarem ao consumidor o aumento de R$ 0,05 no preço do álcool hidratado comercializado na bomba. Esse índice foi repassado às distribuidoras. As vendas também têm sido boas, o que compensa uma eventual perda. Em 2008, o consumo de álcool na região aumentou 5% em comparação a 2007, conforme números do Sindicato Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro).Como a procura pelo álcool cresceu bastante, todos os postos querem abraçar essa fatia do mercado. Por isso a concorrência aumentou e, pelo menos por enquanto, não é viável repassar o reajuste de cinco centavos às bombas”, analisa Gustavo de Souza, diretor regional do Minaspetro.O DIÁRIO DO AÇO visitou três das principais redes de postos de combustíveis da região, na tarde de ontem, e constatou que os preços permanecem no mesmo patamar. Não só do álcool, como também da gasolina e do óleo diesel.Nas redes Souza, AP Magalhães e GT, o litro do álcool está custando R$ 1,69 nas bombas, enquanto o médio do litro de gasolina é de R$ 2,55, e do diesel, R$ 2,05 o litro.PrevisãoDe acordo com o Minaspetro, o período de dezembro a março é de entressafra, quando a produção de cana-de-açúcar e, consequentemente, do álcool, sofre queda. Em razão disso, o momento seria de elevação no preço do combustível. Entretanto, a concorrência tem evitado o aumento do preço final ao consumidor. Não há como prever essa estabilidade por muito tempo. Se os postos tiveram mais gastos no período, serão forçados a reajustar os preços nas bombas”, justifica Gustavo de Souza.Abastecer com álcool na região é mais vantajosoRecentemente, o governo federal divulgou uma campanha para estimular os donos de carros flex a verificarem qual combustível é mais vantajoso, se álcool ou gasolina, antes de abastecer. Para saber qual a melhor relação custo-benefício basta fazer um cálculo básico: dividir o preço do litro de álcool pelo preço do litro da gasolina e multiplicar o resultado por 100 para achar o valor em porcentagem.Se o resultado for menor ou igual a 70%, é mais vantajoso optar pelo álcool. Levando em conta o preço médio do litro da gasolina (R$ 2,55) e do álcool (R$ 1,69) no Vale do Aço, o DIÁRIO DO AÇO fez o cálculo. O resultado foi 66%. Ou seja, para quem possui veículos flex, no Vale do Aço é mais vantajoso abastecer com álcool.
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