05 de fevereiro, de 2009 | 00:00
ArcelorMittal divulga hoje números do PDV
TIMÓTEO A ArcelorMittal Inox Brasil Timóteo (ex-Acesita) deve, finalmente, divulgar nesta quinta-feira os números oficiais do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) lançado no mês passado. A informação é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), Carlos Vasconcelos.O sindicalista adiantou que as homologações das rescisões de contratos deverão ser iniciadas na próxima quarta-feira (11). Apesar de ainda não ter os dados totais, Vasconcelos calcula que a quantidade de desligamentos será superior a 120 trabalhadores.Com prazo de adesão entre 13 e 26 de janeiro, o PDV tem sido motivo de silêncio por parte da empresa. O impacto financeiro com o corte de pessoal na usina de Timóteo é um dos inúmeros questionamentos não respondidos.O PDV da ArcelorMittal Timóteo foi restrito aos cerca de 1,4 mil empregados que ocupam funções administrativas, técnicas, de suporte, comerciais, financeiras e gerenciais de uma forma geral. Dentro da empresa, a informação não oficial que circula entre os funcionários é que o PDV teria atingido 20% do que era esperado.BenefíciosPara garantir a adesão dos funcionários ao Programa de Desligamento, cuja justificativa foi a crise econômica mundial, a ArcelorMittal ofereceu um pacote de benefícios especiais”, como incentivos financeiros, assistência médica e odontológica e seguro de vida no período de dois anos.CUT organiza ato públicoNesta quinta-feira, a partir das 16h, a Praça 1° de Maio, no Centro da cidade, será palco de um ato público organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), com participação esperada de representações dos metalúrgicos, servidores públicos, comerciários, rodoviários e entidades comunitárias.A manifestação pretende envolver toda a sociedade de Timóteo e do Vale do Aço para discutir os efeitos da crise. Essa onda de demissões atinge toda a região, tanto no setor privado quanto no público. Um posto de trabalho fechado atinge a três, e altera toda a cadeia econômica. Está na hora de a sociedade reagir e reivindicar que o governo e as empresas assumam suas responsabilidades para minimizar a situação”, afirmou o presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos.
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