05 de fevereiro, de 2009 | 00:00
Vigilantes ameaçam greve
IPATINGA Após nove rodadas de negociação sem acordo, o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança de Minas Gerais pretende deflagrar uma greve a partir da próxima segunda-feira (9) no Vale do Aço.Diante do impasse entre o sindicato e as empresas do setor, a negociação chegou a ser intermediada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) por duas vezes, mas não houve acordo. Ontem, foram realizadas outras duas reuniões na sede da DRT, em Belo Horizonte, e hoje, às 20h, os vigilantes da região se reúnem na sub-sede de Ipatinga, no Centro.Na sexta-feira, será realizada uma assembleia, em Governador Valadares, para tratar do assunto. A proposta é fazer uma paralisação total no Leste mineiro, mas isso depende da aprovação da categoria.AssembleiaO diretor do Sindicato dos Vigilantes em Ipatinga, Eduardo Luiz Ferreira, participou na reunião na capital e informou que cerca de 300 trabalhadores optaram por deflagrar a greve. Se a capital decidir pela paralisação, vamos aderir aqui também”, antecipou.Na reunião de hoje, serão definida as estratégias de uma eventual greve. A população vai ser prejudicada, mas tem de entender que só queremos ser reconhecidos. Tudo caminha para a greve”, insiste Eduardo Luiz. As empresas já foram notificadas da possibilidade de greve.A base do Sindicato dos Vigilantes abrange cerca de 200 cidades dos Vales do Aço, do Mucuri e do Rio Doce. De um total de 2,5 mil vigilantes, apenas 195 são filiados à entidade.Categoria reivindica um salário de R$ 1,17 milAs reivindicações da campanha salarial dos vigilantes são as seguintes: salário de R$ 1.171, incluindo a correção pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) mais 5% de progressividade, R$ 300 de ticket de alimentação e risco de vida de 30% sobre o salário.A contraproposta das empresas é irrisória. Elas apenas querem fazer um reajuste com base no INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor)”, disse Eduardo Luiz Ferreira, diretor do sindicato da categoria.O sindicalista se queixa de que as empresas usam a crise econômica como pretexto para não atender as reivindicações dos vigilantes. Essa palavra está na moda, mas a crise não afetou o nosso setor. Não tivemos redução de quadros, demissão em massa ou redução de horário de serviço. O setor não está sendo afetado, mas os patrões insistem nisso”, critica.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]














