21 de fevereiro, de 2009 | 00:00

Não à exploração sexual infantil

Campanha mobiliza motoristas para denunciar abusos contra crianças e adolescentes

Fotos: Fernando Carvalho


Ontem de manhã, 60 voluntários participaram da blitz da Sedese em Ipatinga
IPATINGA – Cerca de 1.500 motoristas foram abordados na manhã de ontem na BR-381, na saída de Ipatinga para Governador Valadares, por aproximadamente 60 voluntários, em uma blitz educativa da campanha “Proteja Nossa Crianças”, de combate ao abuso e exploração sexual infantil. A iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) consiste na entrega de material informativo contendo também telefones para denúncias.A blitz de ontem aconteceu simultaneamente em 25 pontos do Estado. No Vale do Aço, a campanha envolveu Conselhos Tutelares, Câmaras e Prefeituras, além de algumas igrejas.O diretor regional da Sedese, que abrange 52 municípios dos Vales do Aço e do Rio Doce, Mauro Nunes, informou que o feriado de Carnaval é uma data propícia para ampliar o alcance da campanha. “Estamos tentando conscientizar os motoristas para que eles denunciem qualquer situação de abuso nesse período”, reforçou.Nunes explicou que a campanha prioriza os pontos de alta vulnerabilidade. “Já foi comprovado que o ponto escolhido para fazer a panfletagem em Ipatinga possui alto índice de exploração sexual. O outro fica na saída de Timóteo para Jaguaraçu”, informou.

Nunes: incentivo às denúncias
DenúnciasAlguns dados levantados pela Sedese apontam que a campanha tem surtido efeitos positivos. “Depois das campanhas e blitzen realizadas, constatamos um aumento no número de denúncias. De 2007 para 2008, por exemplo, tivemos 840 denúncias a mais”, informou.A coordenadora do Programa de Enfrentamento de Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Prefeitura de Ipatinga, Rubiane Ramalho, disse que o índice desse tipo de crime está aumentando na cidade. Segundo ela, o programa que funciona há cerca de três anos para atender demandas enviadas pelo Judiciário e Conselho Tutelar já recebeu até o momento 98 encaminhamentos.“Infelizmente, o índice de abusos contra crianças e adolescentes aumentou no Vale do Aço. A exploração sexual é mais comum nas rodovias e em alguns bairros; já o abuso sexual acontece com mais frequência dentro da própria família”, detalhou Rubiane Ramalho.A Igreja do Evangelho Quadrangular, que também ajudou na campanha, vai estender o trabalho de panfletagem até o final do Carnaval, em pontos de muito movimento como feiras livres. As denúncias podem ser feitas de maneira anônima e gratuita pelo telefone 0800-311-119.
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