26 de fevereiro, de 2009 | 00:00

Vandalismo deixa Mesquita sem água

Divulgação/PMM


As ações de vandalismo têm destruído as caixas de distribuição no alto da Serrinha
MESQUITA – O vandalismo chegou à beira do absurdo em Mesquita. Moradores denunciam que caixas interceptoras de água estão sendo destruídas em vários trechos da cidade, numa selvageria que está prejudicando o abastecimento de água para diversas famílias.Um morro conhecido como Serrinha, próximo à fazenda Pau Totó, é um dos locais onde os vândalos agiram nos últimos dias. O taxista Lindolfo Lopes da Silva, 68, foi um dos prejudicados. “Fiquei cinco dias sem água. Moro com minha esposa e uma neta e tivemos que passar por esse problema por causa da falta de consciência de algumas pessoas”, reclama.O comerciante Eurides da Silva, 56, reclama da mesma situação. “De vez em quando é uma bomba que estraga ou um cano que estoura. Os motivos eu não sei”, esquiva-se.SistemaEm Mesquita, o sistema de abastecimento de água é de responsabilidade do município, por meio do Serviço de Água e Esgoto (SAE). A população não paga pelo uso do recurso natural, o que não justifica o vandalismo. Na cidade existem dois poços artesianos, um sistema de captação de água de nascentes no alto da Serrinha e duas grandes caixas de abastecimento, uma com capacidade para 150 mil litros e outra de 40 mil.As três fontes é que são responsáveis pelo fornecimento de água ao povo de Mesquita. A água da Serrinha passa por uma canalização de três quilômetros até chegar aos pontos de interseção, que possuem cisternas de 4 mil litros, onde a água cai e é distribuída em outra tubulação para desvio. São exatamente esses pontos os principais alvos dos vândalos, que estão destruindo os pontos de interseção.Prefeito culpa oposiçãoO prefeito de Mesquita, José Euler (PPS), tem conhecimento dos atos de vandalismo em caixas de distribuição de água do município. Ele alega que grupos políticos da oposição estão provocando essa arruaça. “Pessoas ligadas à oposição estão destruindo as caixas para prejudicar o nosso trabalho”, acredita José Euler.AlternativaNo intuito de melhorar o sistema de fornecimento de água em Mesquita e, de antemão, dificultar os atos de vandalismo, José Euler adiantou que a Prefeitura está firmando um contrato com a SOS Poços Artesianos, de Governador Valadares. “Essa empresa pode substituir a rede de três quilômetros de canalização de água por poços artesianos, o que eliminaria as caixas de distribuição que os vândalos normalmente atacam”, projeta. CopasaJosé Euler disse ainda que a Copasa já sondou a Prefeitura de Mesquita para assumir o fornecimento de água e o tratamento de esgoto na cidade, mas, por enquanto, essa hipótese está descartada. “Estivemos conversando com um gerente da Copasa. Mas o povo de Mesquita já tem dificuldade para pagar conta de energia elétrica, imagina ter custo com conta de água e esgoto. É muito complicado”, argumenta o prefeito.Bruno Jackson
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