01 de março, de 2009 | 00:00
Entidades pedem a retomada de convênios a prefeito interino
IPATINGA Representantes de cinco entidades assistenciais de Ipatinga que mantêm creches estiveram reunidos com o presidente da Câmara Municipal e prefeito interino, Robson Gomes (PPS), na tarde de sexta-feira, para solicitar que o Legislativo pressione a Administração Municipal a restabelecer o convênio com as instituições. Desde janeiro, as entidades estão sem a verba municipal para honrar seus compromissos.A reunião com as entidades aconteceu horas antes de o presidente da Câmara ser empossado interinamente no lugar do prefeito Sebastião Quintão (PMDB), cassado pela Justiça da Comarca. Na condição de chefe do Executivo, a reivindicação das entidades poderia ser atendida com mais facilidade, pelo menos em tese.Enquanto isso, projetos importantes estão sendo suspensos pelas entidades. Vera Vasconcelos, diretora financeira do Núcleo Assistencial Eclético Maria da Cruz (Naemc), que integra quatro programas sociais, anunciou que a instituição, localizada no bairro Limoeiro, terá que fechar o Projeto Desafio e a Escola Inclusiva Maria da Cruz. O primeiro atende a 120 crianças, e o segundo, 60. Não temos recursos para manter as atividades”, justifica Vera Vasconcelos.Além do Naemc, enviaram representantes à reunião com Robson Gomes a Associação Beneficente Nova (Cidade Nobre), Efan (Caravelas), Missão Resgate (Cidade Nobre) e a creche Sagrado Coração de Jesus (Cariru).ProjetoAs entidades que se reuniram com o prefeito interino querem ainda o encaminhamento de um novo projeto de lei à Câmara de Ipatinga estabelecendo com mais clareza” as regras para os convênios entre a Prefeitura e as creches. A Lei 2.090/2004 trata do assunto mas, segundo as entidades, não está sendo cumprida. Estamos há dois meses sem dinheiro. Gostaríamos que a Câmara elaborasse um outro projeto que garantisse o efetivo repasse dos valores conveniados”, reivindica Vera Vasconcelos.Antes de saber que seria empossado prefeito, Robson Gomes declarou à imprensa que solicitaria à Assessoria Jurídica da Câmara que analisasse a questão levantada pelas entidades assistenciais. Vamos aguardar essa análise. O que não pode é as entidades ficarem sem recursos para manter suas atividades, principalmente porque elas prestam um serviço relevante na cidade”, comentou Robson Gomes.
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