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01 de março, de 2009 | 00:00

Ferramenta não considera hipótese de nova eleição

Wôlmer Ezequiel


Ferramenta, quando chegava para a posse de Robson Gomes: ele se considera o dono do cargo
IPATINGA – A possibilidade de haver nova eleição para a Prefeitura de Ipatinga não é considerada pelo ex-prefeito Chico Ferramenta (PT), eleito no pleito de outubro de 2008 mas impedido de tomar posse por decisão do ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Otimista na expectativa de assumir mais uma vez o comando do Executivo, tendo em vista os inúmeros recursos que ainda tramitam na Justiça Eleitoral, Ferramenta avaliou como “um passo importante” a sentença proferida pela juíza Maria Aparecida de Oliveira Grossi Andrade, que resultou na cassação do prefeito Sebastião Quintão (PMDB) e na posse do vereador Robson Gomes (PPS) na PMI.“Ainda não é o que queremos, mas sem dúvida a decisão da Justiça (de cassar Sebastião Quintão) é um avanço, pois afastou o ex-prefeito que já havia sido cassado pelo povo nas eleições. Da nossa parte, vamos continuar lutando para que a nossa vitória legítima nas urnas seja também reconhecida”, afirmou o ex-prefeito tão logo soube da sentença judicial, na noite de sexta-feira (27). “Continuamos trabalhando para assegurar a nossa posse. A hipótese de nova eleição não está em discussão nesse momento”, completou.Ao lado da esposa, a deputada Cecília Ferramenta, e da vice-prefeita eleita, ex-vereadora Lene Teixeira, Chico Ferramenta acompanhou a cerimônia de posse de Robson Gomes, que é do principal partido aliado dos petistas na coligação vencedora das eleições do ano passado. “O Robson é um aliado e nos garante uma segurança muito grande”, afirmou o ex-prefeito.InstabilidadeFerramenta salientou que espera para os próximos dias uma nova decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) que poderá confirmar a sua diplomação e favorecer a sua posse na PMI. “Minha candidatura foi deferida em primeira instância e no TSE, fomos vencedores nas urnas e não cometemos crime eleitoral”, insistiu.Na avaliação do ex-prefeito, o clima de instabilidade política traz enormes prejuízos para a cidade. “O projeto do prefeito que foi cassado significou, em quatro anos, um grande desastre do ponto de vista social, de participação popular e de gestão dos recursos públicos. Esse projeto foi derrotado pelo povo nas urnas e, em dois meses, representou danos incalculáveis para a população de Ipatinga”, concluiu Chico Ferramenta.Sossego e vigíliaA Praça dos Três Poderes, no Centro de Ipatinga, que na noite de sexta-feira foi marcada por manifestações de partidários do PT e do PPS, amanheceu vazia ontem, silenciosa e sem a presença do aparato policial mobilizado na véspera para evitar tumultos após o anúncio da sentença de cassação do prefeito Sebastião Quintão (PMDB) e de seu vice, Altair Vilar (PSB).Apesar da aparente tranquilidade, o DIÁRIO DO AÇO verificou que homens da guarda pessoal do prefeito cassado estavam posicionados estrategicamente ao redor da Prefeitura, durante boa parte do dia. Um deles, ao perceber a presença da reportagem, saiu do carro de onde vigiava a entrada principal da PMI, estacionado em frente à Câmara Municipal, e se posicionou na avenida Cláudio Moura, atrás do Fórum Valéria Vieira Alves, de onde também podia manter a vigília da entrada principal e da entrada “secreta” nos fundos da Prefeitura.
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