03 de março, de 2009 | 00:00
Câmara adia convocação de suplente
IPATINGA Rápida e sem surpresas. Assim foi a sessão extraordinária de ontem da Câmara de Ipatinga, a primeira desde o afastamento do prefeito Sebastião Quintão. As atribuições do presidente da Casa, Robson Gomes (PPS), nomeado prefeito interino, foram assumidas pelo vice-presidente do Legislativo, Nilton Manoel (PMDB). Foi uma reunião das mais tranquilas. A polêmica sobre a eleição de prefeito de Ipatinga quase não foi abordada pelos vereadores em suas intervenções.Não haverá nenhuma mudança na Mesa Diretora. O vereador Nardyello Rocha (PMDB) permanece como 1º secretário e Agnaldo Bicalho (PT), o 2º secretário. O Nilton não é o presidente em exercício da Câmara. Ele continua como vice-presidente, e apenas está na prerrogativa de presidente”, explica Adalton Lúcio Cunha, chefe também provisório da Assessoria Jurídica da Câmara. Adalton está substituindo o advogado José Geraldo Nunes, que foi nomeado procurador jurídico da Prefeitura de Ipatinga, interinamente, por Robson Gomes.De acordo com o procurador interino da Câmara, por enquanto não há necessidade de dar posse a César Custódio (PPS), suplente de Robson Gomes. A Câmara tem um prazo para a convocação de suplentes. É vontade da Mesa Diretora aguardar, até porque esse quadro político pode mudar repentinamente, e não podem haver consequências desastrosas, a exemplo de despesas. Por que chega um suplente, nomeia servidores, exonera outros. Depois, dentro de poucos dias, muda o quadro político, volta o presidente, tem que novamente exonerar outros servidores”, justifica o advogado.VistasPoucos projetos de Lei foram apreciados ontem na Câmara. Três deles foram vistados por 24 horas, a pedido de Agnaldo Bicalho. Entre eles o projeto 06/09, que estabelece o reajuste salarial do cargo de assessor parlamentar I (de gabinete) e o projeto 05/09, que altera os vencimentos-base dos servidores da Prefeitura para que sejam igualados ao Salário Mínimo (R$ 465). Atualmente, alguns servidores ganham menos que o Mínimo.Foi aprovado, em segunda votação, o projeto de lei 02/09, que concede anistia a edificações irregulares em Ipatinga. Como o Código de Obras do município é antigo, dezenas de moradores, cujas construções são irregulares, estão impedidos de realizar reformas em suas casas.Na sessão de ontem os vereadores ipatinguenses ainda derrubaram, pela segunda vez, o veto do prefeito cassado Sebastião Quintão ao projeto de lei 78/08, que obriga entidades conveniadas com o município a prestarem contas no prazo de 30 dias após o término do convênio. Apenas Nilton Manoel (PMDB) votou pela manutenção do veto.O vice-presidente da CMI convocou para amanhã e quinta-feira, ás 14h, novas sessões extraordinárias.
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