11 de março, de 2009 | 00:00
Quilombolas da região recebem documentação
ITABIRA - Norberto Ferreira da Cruz é morador de Santa Maria do Itabira e retirou a certidão de nascimento aos 32 anos, durante a primeira etapa da Campanha de Identificação Civil Básica”, realizada entre os dias 19 e 20 de janeiro, pela Subsecretaria de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Trabalho com transporte e sentia falta de ter o registro de nascimento para trabalhar fora da nossa comunidade. Sou descendente de quilombola e foi um prazer ver que todas as pessoas da nossa região foram beneficiadas com a iniciativa”, comemora.A primeira etapa do programa foi realizada nos municípios de Itabira e Bom Jesus do Amparo, na região Central, e Antônio Dias, no Vale do Aço. Já a segunda etapa foi realizada entre os dias 9 e 19 de fevereiro nas cidades de Chapada do Norte e Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. A última etapa, de 2 a 12 de julho, irá atender as comunidades de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, Araçuaí e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, e São João das Missões, Norte de Minas.A Campanha de Identificação Civil Básica é coordenada pela Sedese e conta com o apoio do Sindicato dos Oficiais de Registro Civil do Estado (Recivil) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Núcleo de Estudos sobre o Trabalho Humano (Nesth). A iniciativa tem o objetivo de resgatar raízes, fortalecer a identidade e viabilizar as políticas públicas do Estado destinadas a esse público.BalançoNas quatro cidades que receberam a primeira etapa, 484 pessoas de 14 comunidades foram atendidas, 407 pedidos de segundas vias de certidões de nascimento, 75 de casamento, dois registros de nascimento e nove comunidades solicitaram o certificado de autodefinição como comunidade quilombola. O projeto deve beneficiar cerca de 100 comunidades do Estado.O diretor de Educação e Formação para Cidadania e Direitos Humanos da Sedese, Fábio de Carvalho Santos, acredita que a ação possibilita um conhecimento da realidade das comunidades tradicionais. Este projeto vai nos aproximar dessas comunidades que muitas vezes são esquecidas. É uma forma de criar condições para preservação histórica e cultural desses grupos” afirma.
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