12 de março, de 2009 | 00:00

Campanha faz apelo por silêncio nos hospitais

Wôlmer Ezequiel


A mobilização pretende atingir funcionários, pacientes e acompanhantes
FABRICIANO – “Hospital é lugar de silêncio.” Esse é o teor da “Campanha pelo Silêncio nos Hospitais”, lançada na tarde de anteontem no Hospital Siderúrgica, em Coronel Fabriciano. A instituição aderiu à iniciativa da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federasantas), que abrange vários hospitais mineiros, diante da reclamação de pacientes e funcionários sobre os incômodos trazidos pelo barulho.A campanha consiste na distribuição de material informativo, conscientização dos funcionários, pacientes e acompanhantes por meio de palestras. As ambulâncias do hospital de Coronel Fabriciano também serão adesivadas com símbolos da campanha.A coordenadora do Grupo de Trabalho Humanizado (GTH) do Siderúrgica, Jaqueline Lopes, informou que a ideia é desmistificar a ideia de arbitrariedade para garantir o silêncio dentro de hospitais. “Por isso, trocamos os cartazes com uma enfermeira fazendo sinal para silenciar, com um semblante sério, para colocar uma criança pedindo silêncio de maneira descontraída. Assim, acreditamos que ficará mais fácil envolver as pessoas. Queremos resgatar a cultura de que hospital é lugar de silêncio”, declarou a coordenadora.EquilíbrioO lançamento da campanha contou com a presença do otorrinolaringologista Rodrigo Souza Magalhães, que proferiu uma palestra sobre a importância do silêncio no ambiente hospitalar. Segundo o especialista, o barulho atrapalha na recuperação do paciente e causa transtornos no ritmo de trabalho dos funcionários. “O ruído altera o equilíbrio, aumenta o estresse do paciente e atrapalha a sua recuperação. Já os funcionários têm sua concentração afetada”, explicou o especialista.De acordo com Rodrigo Souza, as principais fontes de barulho dentro de um hospital são conversa de funcionários em voz alta e aparelhos eletroeletrônicos levados pelos acompanhantes, além do serviço de limpeza. “O silêncio está cada vez mais escasso nos dias de hoje. A poluição sonora é um problema de saúde pública que aumenta cada vez mais. É preciso mudar essa cultura”, finalizou o especialista.
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