19 de março, de 2009 | 00:00

PMI livre das catracas

Equipamentos limitavam acesso do público à Prefeitura

Wôlmer Ezequiel


Equipamentos removidos da entrada da PMI serão mantidos na Suplan até nova destinação
IPATINGA – Alvo de muita polêmica, o balcão de identificação, corrimãos e as catracas deixaram de existir no hall de entrada da Prefeitura de Ipatinga. Usuários dos serviços públicos que funcionam no prédio já podem entrar e sair sem ter que passar pelos mecanismos instalados há aproximadamente dois anos no local, por determinação do prefeito cassado, Sebastião Quintão (PMDB).Atendendo a reivindicação de cidadãos e servidores públicos, o prefeito em exercício, Robson Gomes (PPS), determinou a retirada dos equipamentos que limitavam o acesso das pessoas. Na prática, desde o período anterior às eleições de 2008 a exigência de identificação já não existia, mas os equipamentos permaneceram no local até a última segunda-feira (16), quando foram removidos. “O prédio é público e todas as pessoas devem ter acesso ao local sem se sentir constrangidas”, argumentou Robson Gomes.As seis catracas, o balcão com quatro módulos, quatro corrimãos e cerca de 30 metros de cabo flexível foram retirados do prédio e depositados no almoxarifado da Suplan, no bairro Cidade Nobre. Os equipamentos serão reaproveitados para produção de placas de sinalização de trânsito e nos locais de atendimento das Unidades de Saúde. Agora, com mais espaço, o salão de entrada da PMI está liberado para abrigar exposições e apresentações artísticas.RepercussãoAs opiniões das pessoas sobre a retirada das catracas na entrada da Prefeitura de Ipatinga variam de indiferença a comemoração. A estudante Michele Rochele Dias Sobrinho, do bairro Bethânia, foi ontem à Prefeitura e disse ter achado ótimo a retirada das catracas. “Era muito incômodo porque é um local de grande fluxo de pessoas e tudo aquilo reduzia o espaço”, afirmou.Já o servidor público aposentado Idelbrando Dornelas da Rocha, do bairro Veneza I, afirmou que as pessoas não podem ser tratadas como animais. Para Idelbrando, se há problemas com a segurança, é preferível aumentar a vigilância. “Catracas, nunca mais”, declarou.Para o aposentado Bueno Dias, do bairro Cidade Nobre, no Brasil se diz que o poder emana do povo, mas na prática não é o que acontece. “Quando você bloqueia o acesso do cidadão a um lugar público, isso é uma ditadura branca”, criticou.Moisés Silva, do bairro Vila Celeste, lembrou que nem na Prefeitura de São Paulo existem catracas. “Isso foi ideia de um doido, e a retirada veio em boa hora”, afirmou, salientando que a instalação de câmeras resolvem o problema da segurança.Moradora do bairro Canaã, Marilene Souza disse que as catracas eram um incômodo para os idosos e deficientes que precisavam passar pelo local, mas para ela tanto faz: “Passei por ali e nem me lembrei que antes tinha catracas”. Para o servidor público Carlito Faustino, as catracas, de fato, poderiam representar mais segurança. “A sua retirada demanda outras medidas, mas para mim, no geral, não faz diferença mesmo”, justificou.
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