19 de março, de 2009 | 00:00

PMI pretende qualificar as famílias de baixa renda

IPATINGA – A Secretaria de Assistência Social de Ipatinga está elaborando um projeto para oferecer cursos de qualificação profissional às pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família. O objetivo é eliminar a dependência dessas pessoas do recurso, inserido-as no mercado de trabalho. Mais de R$ 300 mil serão destinados ao projeto. Desde 2006, o Índice de Gestão Descentralizada (IGD) destina mensalmente cerca de R$ 20 mil para o município.A secretária de assistência social, Ângela Torres, disse que a administração anterior, do prefeito cassado Sebastião Quintão (PMDB), recebeu continuamente a verba sem aplicá-la em benefício das famílias carentes. “Apesar de verbas dos governos estadual e federal, que têm sido tão benevolentes em relação a Ipatinga, os programas sociais simplesmente não existem”, revelou.Michael Franco, responsável pelo Bolsa Família em Ipatinga e pelo projeto de qualificação profissional, adiantou que o primeiro passo será pesquisar, em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), os cursos que atendem à carência do mercado. Algumas áreas já estão certas, como corte e costura industrial, para mulheres, e eletricista e pedreiro de acabamento, para os homens.ParceriasPara viabilizar o projeto, a Prefeitura de Ipatinga está buscando parcerias com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi), para cessão de professores e equipamentos para aulas práticas. A PMI fornecerá auxílio transporte, alimentação e uniformes. Até o mês que vem, a Prefeitura espera providenciar a documentação necessária para dar início ao projeto.A previsão é que o projeto comece a funcionar até o mês de junho. Na primeira etapa, a estimativa é que 125 famílias sejam beneficiadas. Os alunos serão definidos através de um processo de seleção.
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