31 de março, de 2009 | 00:00
Quintão se diz perseguido
Prefeito cassado promove ato público contra a instabilidade política em Ipatinga
IPATINGA Com o plenário da Câmara de Ipatinga tomado por simpatizantes, ex-servidores comissionados e ex-secretários municipais, o prefeito cassado, Sebastião Quintão (PMDB), promoveu ontem à tarde o Ato público contra a instabilidade política e administrativa em Ipatinga”. Lideranças dos partidos que integram o Movimento Ipatinga Unida (MIU) engrossam o coro em favor do prefeito cassado, que teve ainda a presença do seu filho, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB).Antes do evento, o prefeito cassado e o deputado federal receberam a imprensa em uma sala ao lado do plenário para uma rápida entrevista. Quintão anunciou que confia nos recursos nas instâncias superiores da Justiça para retornar ao cargo e acusou o ex-prefeito Chico Ferramenta (PT), que foi o mais votado na eleição de 2008, de manter recursos somente como medidas protelatórias.Primeiro a falar na entrevista, o deputado Leonardo Quintão afirmou que a instabilidade política em Ipatinga é de inteira responsabilidade da juíza eleitoral Maria Aparecida de Oliveira Grossi Andrade”, cuja sentença afastou seu pai da PMI no dia 27 de fevereiro.Segundo o parlamentar, o deferimento do registro da candidatura de Chico Ferramenta (PT), ao lado da liminar conseguida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira anterior à eleição, foram fundamentais para a derrota da candidatura de Sebastião Quintão.Mais ao fim da entrevista, o deputado disse não acreditar que a morte do ex-candidato a prefeito Amantino de Oliveira (PSOL) tenha sido um crime passional, por entender que o político foi alvo de uma armação, numa vingança contra as denúncias que fez na campanha eleitoral”. Na disputa, Amantino foi acusado pela coligação A força do povo”, que apoiava Chico Ferramenta, de ser candidato laranja” de Quintão, por entender que os advogados que ajuizavam ações contra o PT eram os mesmos advogados que atuavam na defesa de Quintão.PerseguiçãoO prefeito cassado, Sebastião Quintão, disse que sente orgulho por ser perseguido”. Ele disse que foi condenado por ter feito campanha com seu próprio dinheiro, enquanto mafiosos o fazem com dinheiro público”. Apesar das últimas derrotas judiciais, Quintão afirmou que espera reassumir o cargo de prefeito, mas sem falar em prazos.Questionado sobre denúncias de irregularidades em seu governo, o prefeito cassado limitou-se a dizer que considera normais” as denúncias que vêm sendo levantadas pelo governo provisório, chefiado pelo presidente da Câmara Municipal, Robson Gomes (PPS). Na medida em que for convocado pela Justiça, ele prometeu que explicará tudo. Sobre a notificação para que seus antigos titulares de cargos de confiança devolvam equipamentos como computadores, câmeras fotográficas e celulares, Quintão afirmou que sua equipe não levou qualquer bem público. Segundo levantamentos preliminares do governo em exercício, só da Assessoria de Comunicação desapareceram dois notebooks, duas máquinas fotográficas digitais, além de 280 telefones celulares usados por servidores de todas as secretarias. Isso não passa de uma farsa, uma mentira”, concluiu o prefeito cassado.Alex Ferreira
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