16 de abril, de 2009 | 00:00

Fabriciano recebe R$ 35 milhões para obras de drenagem

Wôlmer Ezequiel


A Prefeitura de Fabriciano pretende acabar de vez com as frequentes inundações na cidade
FABRICIANO – Coronel Fabriciano vai receber R$ 35 milhões para a realização de obras de macrodrenagem. Os recursos serão liberados pelo Ministério das Cidades, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Chico Simões (PT), durante coletiva de imprensa, cuja proposta era fazer um balanço dos 100 primeiros dias de seu governo, completados na Sexta-feira da Paixão (10).O dinheiro para as obras será captado por meio de empréstimo de longo prazo. Chico Simões adiantou que a proposta é construir um parque linear com pistas de caminhada e de ciclismo ao longo do ribeirão Caladão, até a sua foz, no bairro Santa Terezinha, onde deságua no rio Piracicaba.O projeto de macrodrenagem autorizado pelo Ministério das Cidades visa conter as inundações que ocorrem na avenida Magalhães Pinto, no distrito de Melo Viana, e também nas áreas do entorno do ribeirão Caladão. “Vamos desapropriar todos os imóveis que estiverem na área onde será construído o parque linear. Essa obra é essencial para que haja uma dispersão das águas em épocas de chuvas, melhorando o sistema de drenagem”, justificou o prefeito, que na coletiva estava acompanhado pelo vice-prefeito, Antônio Eugênio (PRB), e pelo secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Bruno Torres.Mais educaçãoDurante a coletiva de imprensa, Chico Simões disse que o governo federal também selecionou Coronel Fabriciano para investir no projeto “Mais Educação”. O município foi contemplado, segundo o prefeito, porque adotou o modelo de escola integral de forma “satisfatória”. “Por meio do ‘Mais Educação’, o governo irá nos conceder maior repasse para custear instrutores e ampliar a merenda escolar. Nossa meta é manter os alunos da rede municipal pelo menos sete horas na escola”, projeta Simões.No modelo de escola integral, estudantes com alguma defasagem escolar têm reforço após as aulas normais. Também são oferecidas diversas oficinas e atividades como artesanato, música, dança e teatro.
Bruno Jackson


Simões (D), ao lado de Antônio Eugênio (C) e Bruno Torres: balanço de governo
Para prefeito, combate à dengue é ‘ponto positivo’Na avaliação do prefeito Chico Simões (PT), um dos aspectos mais positivos dos primeiros 100 dias de seu segundo mandato é o combate à dengue. Ele voltou a destacar a aplicação de medicamento homeopático como um dos fatores que tem ajudado a reduzir os casos da doença. O remédio não ataca o vírus, mas minimiza seu impacto sobre o organismo.“Após as primeiras semanas em que aplicamos o remédio homeopático, somente 12% das pessoas que procuravam as unidades de saúde com dengue foram internadas. Antes, esse índice era de 60%. O tempo de internação também caiu, de dois a três dias, em média”, informou Chico Simões.Outro esforço contra a dengue foi a aplicação de multas em quem não eliminou focos de dengue em propriedades particulares. Uma grande empresa de ônibus que atua no município chegou a ser multada, procedimento legitimado pela Câmara Municipal, que aprovou uma lei específica. “Os culpados por manter entulho, piscinas e poços de peixe sem o tratamento adequado foram multados”, exemplificou.A Prefeitura de Fabriciano ainda providenciou tampas para caixa-d’água, uso do MosquiTRAP (aparelho que captura a fêmea do Aedes aegypti), entre outras ações para combater à dengue.Para Chico Simões, o somatório de todas as políticas do governo foi responsável pela redução da infestação de dengue em Fabriciano. Na sexta semana de 2009, foram notificados 294 casos de dengue. Na semana passada, a 14ª, esse número caiu para 109. O Levantamento Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) do mês de abril apontou 2,4% de infestação. Em janeiro, esse índice era de 6,9%.Saúde ainda é problema, admite SimõesA área de saúde foi outra que mereceu análise detalhada na avaliação dos 100 dias do segundo governo de Simões. O prefeito reconhece que o atendimento de urgência e emergência foi uma das situações que mais comprometeu a Administração, principalmente em função da delicada situação financeira do Hospital Siderúrgica, que tem um déficit acumulado de R$ 2 milhões e outro de R$ 200 mil por mês, e corre o risco de fechar as portas.“Nossa região tem um déficit de 800 leitos. Não podemos permitir o fechamento do Siderúrgica, que possui 100 leitos. Esse déficit ficaria ainda mais insustentável”, teme Chico Simões, que mais uma vez culpa o Estado pelo caos na saúde. “O município repassa R$ 106 mil por mês ao Siderúrgica e ainda cede seis médicos. Nós fazemos o que podemos. Mas o governo estadual, por meio de convênio, só repassa em torno de R$ 35 mil mensais ao hospital”, condena o prefeito fabricianense.
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