28 de abril, de 2009 | 00:00

Região prepara certificação do Circuito Mata Atlântica

TIMÓTEO - O Circuito Mata Atlântica de Minas Gerais promoveu na semana passada, no Parque Estadual do Rio Doce, uma reunião de trabalho para discussão e apresentação das ações que precedem o processo de certificação dos municípios da região, além de detalhar propostas para o desenvolvimento do turismo.A certificação do circuito é dada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), que já possui 24 associações de circuitos turísticos regulamentadas e 28 em processo de articulação. O circuito turístico é constituído pelos municípios de uma mesma região, com afinidades culturais, sociais e econômicas, que se unem para organizar e desenvolver a atividade turística regional de forma sustentável, através da integração contínua e da consolidação de uma identidade regional.Quinze municípios do Vale do Aço, além de toda a diretoria do circuito, o gerente e funcionários do Parque Estadual do Rio Doce, participaram da reunião, que teve como principal objetivo a definição do diagnóstico/inventário turístico para ser apresentado à Setur no processo de reconhecimento do Circuito Mata Atlântica. O circuito turístico é administrado por uma entidade sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira, regida por um estatuto e formada por membros da sociedade civil e do poder público, além de um profissional contratado para executar as ações necessárias.Parceria“O Circuito Mata Atlântica representa mais um parceiro para divulgar e planejar o turismo também no Parque Estadual do Rio Doce”, ressalta o analista ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF) Vinícius de Assis Moreira. Segundo ele, o Perd foi escolhido para fazer parte do Circuito Mata Atlântica por ser um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica no Brasil e por abrigar a maior floresta tropical de Minas Gerais.O Parque Estadual do Rio Doce oferece uma completa infraestrutura para atendimento a turistas e pesquisadores. Portaria, estacionamento, área de camping, vestiários, restaurante, anfiteatro, centro de visitantes, centro de pesquisas, viveiro e posto da polícia de meio ambiente. Parque Rio Doce reforça circuitoO Parque do Rio Doce, que ocupa áreas dos municípios de Marliéria, Timóteo e Dionísio, possui 36.970 hectares e é a primeira unidade de conservação criada em Minas Gerais, em 1944. Com um notável sistema lacustre, composto por 40 lagoas naturais, dentre as quais destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 km2 e profundidade de até 32,5 metros, o Parque proporciona um espetáculo de rara beleza.As lagoas da reserva abrigam uma grande diversidade de peixes, que servem de importante instrumento para estudos e pesquisas da fauna aquática nativa, com espécies tais como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra, tucunaré, entre outras. No Parque do Rio Doce é possível encontrar espécies da avifauna como o beija-flor besourinho, chauá, jacu-açu, saíra, anumará, entre outros. Animais conhecidos da fauna brasileira também são frequentes, como capivara, anta, macacos-prego, sauá, paca e cotia, alem de espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário