03 de maio, de 2009 | 00:00

Fórum busca solução para entidades civis

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]IPATINGA – O Fórum Permanente de Entidades em Ipatinga volta se reunir amanhã, às 18h, no plenário da Câmara de Ipatinga, para decidir questões que vêm sendo debatidas há vários dias. De acordo com o secretário executivo Gil Ferreira da Silva, o Fórum é composto por comissões que representam a atividade em que cada entidade atua: saúde, educação, abrigos, cultura, esporte e lazer e atendimentos de baixa, média e de alta complexidade. O secretário do Fórum explicou que um dos assuntos em debate atualmente é a isonomia salarial, que é uma das dificuldades para se manter funcionários nas entidades. Gil Ferreira disse que nas creches os professores, com a mesma formação dos professores da rede municipal de ensino, recebem salários que apresentam diferenças consideráveis. A média salarial de um professor de creche é de R$ 700, enquanto que o mesmo cargo na rede municipal recebe em torno de R$ 1.000. “Essa disparidade existe também em relação a outros profissionais que atuam nas entidades”, acrescentou.Outro assunto a ser debatido amanhã é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já assinado entre representantes da administração municipal e a Promotoria de Justiça da Fazenda Pública, para criar um piso de repasse per capita para as entidades. Segundo Gil Ferreira, o Fórum faz levantamentos para definir qual o valor a ser repassado por meio de convênios pelo município, independentemente se o atendimento é para criança, jovem, adulto ou idoso. “Isso moraliza o repasse público para as entidades, evita o clientelismo por parte de quem estiver no comando do município e garante a profissionalização do atendimento”, avaliou. SegurançaA discussão sobre o Fórum de Entidades em Ipatinga ganhou força no começo do ano, quando representantes da maioria das organizações não governamentais, entidades prestadoras de serviços assistenciais, totalmente dependentes de convênios com o município, ficaram sem recursos diante de exigências que o governo do prefeito cassado Sebastião Quintão (PMDB) decidiu fazer para renovar as parcerias. Na argumentação de Gil Ferreira, as entidades fazem uma política de atendimento social de longo prazo, enquanto os governos mudam a cada quatro anos.O dirigente reconhece que o fato de muitos dirigentes encamparem bandeiras partidárias de grupos políticos é um dos principais problemas da atualidade. Para o secretário do Fórum de Entidades, há necessidade de uma mudança de pensamento. “As entidades surgem na organização social justamente para cobrir lacunas deixadas pelo poder público e o privado. No máximo, as entidades podem ser parceiras dos administradores na execução das políticas públicas”, conclui.
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